Carnaval vira dor de cabeça para Lula e pode impactar próximas pesquisas
- comunicacao deolhonoacre
- 19 de fev.
- 2 min de leitura
Planalto admite erro de avaliação sobre desfile da Acadêmicos de Niterói e teme desgaste com eleitorado evangélico.

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalia internamente que voltou a errar na leitura política ao subestimar a repercussão negativa do desfile da Acadêmicos de Niterói no Carnaval do Rio de Janeiro. O episódio pode trazer reflexos nas próximas pesquisas de opinião.
Assessores do Palácio do Planalto reconhecem que o impacto foi maior do que o esperado, especialmente junto ao eleitorado evangélico — segmento com o qual o governo vinha tentando reaproximação.
O desfile incluiu uma ala interpretada por adversários como crítica à comunidade religiosa, o que ampliou a reação negativa nas redes sociais.
A situação se agravou após o rebaixamento da escola de samba, resultado que passou a ser explorado politicamente por opositores.
Adversários intensificam ataques
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apontado como pré-candidato à Presidência, tem direcionado seu discurso ao eleitorado independente. Aliados de Lula avaliam que o parlamentar “vive um momento favorável”, mas afirmam que ele ainda deverá enfrentar questionamentos e ataques ao longo do processo eleitoral.
Após o anúncio do rebaixamento da escola, Flávio publicou nas redes sociais uma imagem da ala polêmica com a palavra “rebaixada” em destaque e a frase: “Quem ataca a família não merece aplauso”.
Reflexos nas pesquisas
Integrantes do governo admitem que as próximas sondagens podem refletir o desgaste, sobretudo entre eleitores independentes que vinham demonstrando redução na rejeição ao presidente.
Apesar disso, aliados do Planalto afirmam que o cenário eleitoral ainda está em construção e que adversários também poderão enfrentar exposição negativa nos próximos meses.
O episódio ocorre em um momento estratégico, em que o governo buscava consolidar apoio em diferentes segmentos da sociedade, incluindo setores religiosos, considerados decisivos no cenário político nacional.














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