Carlos Bolsonaro renuncia à Câmara do Rio e mira o Senado por Santa Catarina em 2026
- Renalice Silva

- 11 de dez. de 2025
- 2 min de leitura
O vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) anunciou nesta quinta-feira (11) sua renúncia ao mandato na Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Após 16 anos de mandatos consecutivos, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro deixará a capital fluminense para transferir seu domicílio eleitoral a Santa Catarina, onde pretende disputar uma cadeira no Senado Federal nas eleições de 2026.

A decisão marca o fim de uma trajetória política iniciada em 2000, quando Carlos foi eleito pela primeira vez com apenas 17 anos. Desde então, consolidou-se como um dos vereadores mais influentes da Casa, sendo o mais votado da cidade em duas eleições.
“Não é fuga, é missão”, diz Carlos Bolsonaro
O anúncio foi feito no plenário da Câmara. Em tom emocional, Carlos afirmou que a mudança atende a um “chamado” que ele não conseguiria cumprir permanecendo no Rio.
“Parto desta cidade com o coração cheio de saudade, mas com a serenidade de quem sabe que está atendendo a uma missão maior. Não é uma fuga, é a continuidade de uma luta”, declarou.

Durante o discurso, o vereador também citou seu pai, Jair Bolsonaro, preso na Superintendência da Polícia Federal em Brasília e condenado por participação em uma tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. “Bolsonaro está preso, mas não derrotado. Derrotado está quem abandona seus princípios. A Justiça, cedo ou tarde, abrirá a porta que querem manter fechada”, disse.
Carlos Bolsonaro afirmou que sua ida para Santa Catarina tem como propósito “fortalecer a direita no Congresso” e atuar, a partir de 2027, contra o que classificou como “autoritarismo” do Supremo Tribunal Federal.
Ele também destacou que pretende continuar representando os valores que defendeu no Rio durante mais de duas décadas, como família, soberania nacional e “liberdade”.
“Vou sentir falta desta tribuna, das discussões, dos amigos e das batalhas. Dei ao Rio o melhor que poderia oferecer”, declarou.
O presidente da Câmara Municipal, Carlos Caiado (PSD), elogiou a trajetória de Carlos Bolsonaro e ressaltou a “sinceridade” do colega, apesar das divergências políticas.
A pré-candidatura do vereador ao Senado já vinha provocando atritos na direita catarinense. O governador Jorginho Mello (PL) havia articulado uma chapa com Carol de Toni (PL) e Espiridião Amin (PP). Com a entrada de Carlos, Carol perdeu espaço e passou a negociar possível migração para o partido Novo.
Com a renúncia oficializada, a vaga de Carlos Bolsonaro será ocupada pelo suplente de seu partido. Já em Santa Catarina, o vereador inicia a construção de sua campanha ao Senado, que deve se tornar uma das disputas mais polarizadas das eleições de 2026.












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