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Cantor de funk MC Urubuzinho é preso após vídeo de baile com tiros e suposta apologia ao crime

Cantor foi detido pela Polícia Civil após vídeos mostrarem disparos durante apresentação em baile no litoral de São Paulo

foto reprodução
foto reprodução
O cantor de funk MC Urubuzinho, nome artístico de Elias Quaresma Teodoro, foi preso no último domingo (15) durante uma operação da Polícia Civil de São Paulo que investiga a relação entre eventos culturais e o crime organizado no litoral paulista.

Aos 39 anos, o artista — que possui mais de 500 mil ouvintes mensais no Spotify e grande presença nas redes sociais — passou a ser alvo da investigação após a divulgação de vídeos gravados durante um baile de Carnaval realizado no Morro São Bento, na cidade de Santos, no litoral de São Paulo.


Vídeos mostram disparos durante apresentação

Segundo a polícia, as imagens registradas durante o evento mostram o cantor incentivando o público enquanto realiza uma apresentação no palco.


Em determinado momento, o MC pede uma “rajada” ao microfone e, logo em seguida, diversos indivíduos armados realizam disparos para o alto, transformando o ambiente do baile em uma cena considerada perigosa pelas autoridades.


O episódio passou a ser chamado pelos investigadores de “show das rajadas”, devido à sequência de tiros registrados nas gravações analisadas durante o inquérito.


Investigação aponta apologia a facção

Além dos disparos, a investigação também analisa falas e músicas com possíveis referências a organizações criminosas.


Durante a apresentação, segundo a polícia, o artista teria feito menções a Álvaro Malaquias Santa Rosa, conhecido como “Peixão”, apontado como liderança da facção Terceiro Comando Puro (TCP), que atua no Rio de Janeiro.


Os investigadores apuram ainda possíveis conexões entre o TCP e a facção paulista Primeiro Comando da Capital (PCC), além da rivalidade histórica com o Comando Vermelho (CV).


Outras prisões na operação

O caso também resultou na prisão de Renato Olímpio Paula, conhecido como “Oval”, de 41 anos. Ele é apontado como um dos organizadores do baile e suspeito de atuar como intermediário entre o tráfico local e atrações musicais contratadas para eventos na região.


Segundo a polícia, ele foi capturado em fevereiro após uma perseguição na divisa entre as cidades de Santos e São Vicente.


Até o momento, a defesa de Elias Quaresma Teodoro não se manifestou oficialmente sobre as acusações de apologia ao crime e disparo de arma de fogo. O caso segue sob investigação das autoridades paulistas.


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