Brasil amarga 2ª pior nota da história em ranking mundial de corrupção e fica na 107ª posição
- comunicacao deolhonoacre
- 10 de fev.
- 2 min de leitura
País marca 35 pontos e ocupa a 107ª posição entre 182 nações avaliadas pela Transparência Internacional.

O Brasil repetiu em 2025 a segunda pior nota da série histórica no Índice de Percepção da Corrupção (IPC), divulgado pela Transparência Internacional. O país marcou 35 pontos em uma escala que vai de 0 a 100 — quanto menor a pontuação, pior a percepção de corrupção — e ficou na 107ª colocação entre 182 países e territórios avaliados.
Em comparação com 2024, quando registrou 34 pontos, houve aumento de um ponto. No entanto, segundo a organização, a variação é estatisticamente insignificante, o que indica cenário de estagnação.
Abaixo da média global
Com 35 pontos, o Brasil permanece abaixo da média global, que é de 42 pontos, mesma média registrada nas Américas.
No topo do ranking aparecem:
Dinamarca (89 pontos)
Finlândia (88 pontos)
Cingapura (84 pontos)
Na outra ponta estão:
Somália (9 pontos)
Sudão do Sul (9 pontos)
Venezuela (10 pontos)
O Brasil tem a mesma pontuação do Sri Lanka (35). Com um ponto a mais (36), aparecem Argentina, Belize e Ucrânia. Já com um ponto a menos (34) estão Indonésia, Nepal e Serra Leoa.
Como funciona o índice
O IPC é considerado o principal ranking internacional sobre corrupção e é publicado desde 1995. A metodologia atual, adotada desde 2012, permite a comparação anual.
O índice não mede casos concretos nem contabiliza investigações. Ele reúne dados de até 13 fontes independentes que avaliam a percepção de especialistas, executivos e instituições sobre corrupção no setor público. No caso do Brasil, foram utilizados oito indicadores, o mesmo número do ano anterior.
Relatório aponta cenário contraditório
Além do índice, a Transparência Internacional – Brasil divulgou a “Retrospectiva 2025”, relatório que analisa avanços e retrocessos no combate à corrupção. A entidade ressalta que o documento não influencia diretamente a pontuação do IPC.
Segundo o diretor executivo da organização no Brasil, Bruno Brandão, o país viveu um cenário contraditório em 2025. De um lado, houve repercussão internacional pela atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) em processos relacionados ao ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados. De outro, o país enfrentou casos classificados como de “macrocorrupção em escala inédita”.
Operações e escândalos citados
O relatório menciona diversas operações realizadas ao longo do ano, entre elas:
Investigação sobre suspeitas de comércio de sentenças no STJ
Operação Overclean, que apurou desvios de emendas e fraudes em licitações
Operação Sem Desconto, sobre descontos indevidos em benefícios do INSS
Operação Carbono Oculto, envolvendo suspeitas de sonegação, evasão de divisas e lavagem de dinheiro
Operação Compliance Zero, ligada ao chamado caso Master, descrito como a maior fraude bancária já registrada no país.
A entidade também aponta agravamento da infiltração do crime organizado no Estado, especialmente por meio de corrupção no sistema financeiro e na advocacia.
Por outro lado, o relatório destaca avanços no uso de inteligência financeira para combater redes sofisticadas de lavagem de dinheiro, classificando a estratégia como uma mudança de paradigma nas investigações.














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