Bolsonaro e generais podem ser levados a presídio comum se perderem patentes militares
- comunicacao deolhonoacre
- 3 de fev.
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STM analisa expulsão das Forças Armadas e decisão pode mudar local de prisão do ex-presidente e de ex-ministros.

Com o início da análise, pelo Superior Tribunal Militar (STM), dos pedidos de perda de postos e patentes de Jair Bolsonaro e de outros quatro réus condenados no julgamento da chamada trama golpista, surge a possibilidade de mudança no local de custódia do ex-presidente e de ex-ministros atualmente presos em instalações militares e policiais.
Bolsonaro, que foi recentemente transferido para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha, e os generais Walter Braga Netto e Paulo Sérgio Oliveira, presos respectivamente na Vila Militar do Rio de Janeiro e no Comando Militar do Planalto, em Brasília, permanecem em unidades militares em razão dos cargos que ocupavam nas Forças Armadas.
Caso o STM decida pela expulsão e consequente perda das patentes, em tese, deixa de existir o fundamento legal para a permanência desses réus em instalações militares, o que abriria caminho para a transferência a presídios comuns.
A decisão caberá ao ministro relator do caso no STM. Por se tratar de um ex-presidente da República e de generais de alta patente, o tema envolve critérios de segurança e institucionalidade que também devem ser considerados na definição do local de prisão.
Nos bastidores, há avaliação de que o cenário de tensão institucional e a pressão sobre o Supremo Tribunal Federal (STF) pesam na condução do caso. Diante disso, não está descartada a manutenção dos réus em instalações militares, mesmo diante de eventual expulsão, como forma de evitar agravamento do quadro político e institucional.
Impacto na remuneração e pensões
Além da possível mudança no local de prisão, a eventual expulsão das Forças Armadas também envolve a perda de salários. No âmbito militar, a exclusão resulta na chamada “morte ficta”, que equipara o militar expulso ou excluído a um militar falecido para fins administrativos.
Essa condição, no entanto, não elimina automaticamente o direito de esposas e filhos à pensão militar, tema que segue em debate no contexto da reforma administrativa em discussão no Congresso Nacional.
A análise do STM é considerada decisiva tanto para o futuro funcional dos réus quanto para a definição das condições em que as penas continuarão a ser cumpridas.














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