Bióloga recém-casada morre degolada por linha de cerol enquanto pilotava moto em Cruzeiro do Sul
- Renalice Silva

- 20 de jul. de 2025
- 2 min de leitura
Jéssica Souza, de 33 anos, descia ladeira quando foi atingida no pescoço; morte foi instantânea. Polícia investiga responsáveis por soltar pipa com linha cortante.

A bióloga Jéssica Souza dos Santos, de 33 anos, morreu de forma trágica no último sábado (19), após ter o pescoço cortado por uma linha com cerol enquanto pilotava sua moto no bairro João Alves, em Cruzeiro do Sul, interior do Acre.
A fatalidade aconteceu por volta das 16h30 na ladeira da Rua do Purus, nas proximidades da Escola Dom Henrique Ruth. Segundo testemunhas, Jéssica havia saído da casa da mãe minutos antes, quando foi atingida em cheio pela linha que atravessava a rua.
Um ex-professor da vítima, que presenciou a cena, relatou o horror do momento: “Foi muito rápido, a linha pegou direto no pescoço. Ela sangrou muito e faleceu na hora. Quando o Samu chegou, já não havia mais nada a ser feito.”
O Suporte Avançado (SAMU - 01) foi acionado imediatamente, mas os socorristas só puderam constatar o óbito. A força do impacto da linha com cerol causou um corte profundo e fatal no pescoço da vítima, que não resistiu.
Jéssica era conhecida em Cruzeiro do Sul por sua dedicação à educação e ao esporte. Recém-formada em Biologia pela Universidade Federal do Acre (Ufac), trabalhava como professora-mediadora na Escola Integral Maria Lima de Souza. Ela também era recém-casada com um policial militar do 6º Batalhão da PM.
A escola onde trabalhava publicou uma nota de pesar emocionante, destacando que Jéssica era uma presença marcante, sempre pronta para ajudar e espalhar carinho pelos corredores da unidade. "Uma vida interrompida cedo demais, deixando um vazio imenso e uma saudade que jamais será apagada", diz o texto.
A Polícia Civil vai investigar o caso para tentar identificar os responsáveis por soltar a pipa com linha cortante. A área onde o acidente ocorreu foi isolada e imagens de câmeras próximas podem auxiliar nas apurações.
O uso de cerol é crime no Acre desde 2024, quando entrou em vigor a Lei Estadual nº 4.394, que proíbe fabricação, posse, venda e uso de cerol e linha chilena. Além disso, o artigo 132 do Código Penal prevê detenção de até um ano para quem expõe a vida de outros a perigo.
Apesar da proibição, casos como o de Jéssica continuam acontecendo, especialmente nas férias escolares, quando crianças e adolescentes empinam pipas em áreas urbanas. O Ministério Público tem cobrado das autoridades fiscalização mais rigorosa e campanhas educativas.
O corpo de Jéssica foi recolhido pelo Instituto Médico Legal (IML) de Cruzeiro do Sul, onde passou por exames cadavéricos. O velório aconteceu sob forte comoção de familiares, amigos e colegas de trabalho. A cidade amanheceu de luto neste domingo.














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