Após operação e afastamento pelo STF, prefeito de Macapá renuncia ao cargo
- comunicacao deolhonoacre
- 6 de mar.
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Investigado por suspeita de fraudes em licitações na saúde, gestor deixa Prefeitura de Macapá após operação da Polícia Federal e afirma que decisão também atende exigência eleitoral para 2026.

O prefeito afastado de Macapá, Dr. Furlan (PSD), apresentou nesta quinta-feira (5) renúncia formal ao mandato. A comunicação foi enviada por meio de ofício à Câmara Municipal de Macapá.
Furlan havia sido afastado do cargo por decisão do Supremo Tribunal Federal no âmbito da Operação Paroxismo, que investiga supostas irregularidades em licitações relacionadas à área da saúde no município.
Segundo o ex-prefeito, a renúncia atende a uma exigência legal para que ele possa disputar o cargo de governador do estado do Amapá nas eleições de 2026. Furlan afirmou ainda que a decisão já estava prevista dentro do calendário eleitoral e não foi antecipada por causa da operação da polícia.
Ele também informou que sua equipe jurídica trabalha para que o vice-prefeito, Mário Neto, retorne ao comando do Executivo municipal.
Além de Furlan e do vice-prefeito, a operação também determinou o afastamento da secretária municipal de Saúde, Erica Aymoré, e de Walmiglisson Ribeiro da Silva, responsável pelo setor de licitações da prefeitura.
A investigação apura possíveis irregularidades em contratos milionários ligados às obras do Hospital Geral Municipal de Macapá. O ministro do STF Flávio Dino autorizou o cumprimento de 13 mandados de busca e apreensão nos estados do Amapá, Pará e Rio Grande do Norte.
De acordo com o Ministério Público Federal, há indícios de que a Secretaria Municipal de Saúde teria sido estruturada para favorecer a empresa Santa Rita Engenharia Ltda.. O relatório aponta que o edital incluiu exigências técnicas consideradas muito específicas, que não teriam relação direta com todas as etapas da obra do hospital municipal.














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