Após ofensiva contra Maduro: Trump exige deportação em massa de 300 mil venezuelanos a suprema corte do país.
- Renalice Silva

- 19 de set. de 2025
- 2 min de leitura
O governo do presidente Donald Trump entrou, nesta sexta-feira (19), com um recurso de emergência na Suprema Corte dos Estados Unidos para suspender as proteções de deportação concedidas a cerca de 300 mil imigrantes venezuelanos. A administração acusa um tribunal federal da Califórnia e o Tribunal de Apelações do Nono Circuito de terem cometido uma “afronta desnecessária” ao bloquear a decisão de encerrar o Status de Proteção Temporária (TPS).

A medida está ligada à decisão da secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, que no início do ano determinou o fim do benefício humanitário. O TPS havia sido concedido pelo governo Biden em março de 2021, diante da crise política e econômica da Venezuela, e renovado em 2023. Pouco antes da posse de Trump para o segundo mandato, a administração democrata ainda havia estendido a proteção por mais 18 meses.
Além da questão migratória, o movimento de Trump ocorre em meio a novas ofensivas militares na região. Nas últimas semanas, as Forças Armadas americanas anunciaram operações contra facções ligadas ao narcotráfico em estados fronteiriços com a Venezuela, que estariam diretamente ligadas com o presidente venezuelano Nicolás Maduro.
Os EUA, têm ampliado o poder de enfrentamento, acusando o regime venezuelano de manter conexões diretas com redes internacionais de drogas para dentro dos Estados Unidos.
Em maio, a Suprema Corte já havia autorizado Trump a prosseguir com a revogação temporária do TPS, apesar da discordância da juíza progressista Ketanji Brown Jackson. No entanto, uma nova ordem do juiz federal Edward Chen, da Califórnia, restabeleceu as garantias aos migrantes, decisão que agora está em disputa.
No documento protocolado, o governo republicano alegou que manter os venezuelanos no país é “contrário ao interesse nacional”:
“Enquanto a ordem do tribunal distrital estiver em vigor, a Secretária deve permitir que mais de 300 mil cidadãos venezuelanos permaneçam no país, apesar de sua determinação fundamentada de que fazê-lo é contrário ao interesse nacional”, argumentou a Casa Branca.
Trump tem usado sua segunda gestão para acelerar políticas migratórias mais rígidas e pressiona a Suprema Corte a manter decisões rápidas em recursos de emergência. A Casa Branca ainda afirmou que os tribunais inferiores agiram de forma “indefensável” ao desconsiderarem ordens anteriores da Corte.
O caso agora coloca em disputa não apenas o futuro de milhares de venezuelanos residentes nos EUA, mas também os limites de atuação dos tribunais federais diante da estratégia migratória do governo Trump, num momento em que a situação da Venezuela segue marcada pela repressão política, crises econômicas e combate violento ao narcotráfico.














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