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APÓS AMEAÇAS: EUA anulam visto do presidente da Colômbia após acusações de incitar violência em Nova York

Presidente colombiano teria convocado militares americanos a desobedecer ordens durante evento paralelo à ONU


Os Estados Unidos anunciaram neste sábado (27) a revogação imediata do visto do presidente da Colômbia, Gustavo Petro, após acusações de que ele teria incitado militares americanos a desobedecer ordens e fomentar violência em Nova York, onde participava da 80ª Assembleia Geral da ONU.


Reprodução ONU
Reprodução ONU

Em comunicado oficial publicado no X (antigo Twitter), o Departamento de Estado foi categórico:


“Revogaremos o visto de Petro devido às suas ações imprudentes e incendiárias.”

Discurso inflamado em Nova York

Segundo Washington, em um discurso realizado no dia 26, Petro teria pedido que soldados dos EUA “não apontassem armas contra pessoas”, que se recusassem a cumprir determinações presidenciais e que “obedecessem à ordem da humanidade”.


A fala, considerada uma afronta direta às forças armadas americanas, foi feita em meio a protestos pró-Palestina que ocorriam nas ruas próximas à sede da ONU. Petro chegou a marchar ao lado de manifestantes, reforçando críticas duras contra o governo dos Estados Unidos e contra o ex-presidente Donald Trump, a quem acusou de cumplicidade no que chamou de “genocídio em Gaza”.


Escalada diplomática sem precedentes

A decisão de revogar o visto de um chefe de Estado em exercício é um gesto raro e de alto impacto diplomático, sinalizando deterioração acelerada das relações entre Washington e Bogotá.


O governo colombiano ainda não se manifestou oficialmente sobre a medida, mas diplomatas avaliam que a crise poderá afetar cooperações estratégicas em áreas como segurança, combate ao narcotráfico e comércio bilateral.


Repercussões internacionais

Analistas apontam que a medida dos EUA não apenas isola Petro em relação a Washington, mas também pode fragilizar a posição da Colômbia em fóruns multilaterais, especialmente no momento em que o presidente colombiano tenta se consolidar como voz ativa contra a política externa americana na América Latina.

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