Ajuda humanitária começa a entrar em Gaza após maior acordo de cessar-fogo desde o início do conflito
- Renalice Silva

- 11 de out. de 2025
- 2 min de leitura
Israel autoriza entrada diária de 600 caminhões com alimentos, medicamentos e combustível sob coordenação da ONU; operação deve atender mais de 1,6 milhão de pessoas

Gaza – A entrada de ajuda humanitária em Gaza iniciou neste sábado (11), marcando a maior operação de socorro desde o início do conflito entre Israel e grupos palestinos. O envio dos suprimentos ocorre após o cessar-fogo, firmado nesta semana, entrar em vigor e ser mantido pelo segundo dia consecutivo.
Conforme a Coordenação de Atividades Governamentais nos Territórios (COGAT), órgão israelense responsável pela logística da operação, 600 caminhões de assistência humanitária estão autorizados a cruzar diariamente para Gaza. A operação é conduzida pela Organização das Nações Unidas (ONU) e apoiada por diversos doadores internacionais.
Os veículos transportam alimentos, medicamentos, combustível, gás de cozinha e materiais para reconstrução de infraestrutura crítica, como hospitais e redes de energia. O fluxo de ajuda, antes extremamente limitado, deverá aumentar significativamente o acesso da população civil a itens básicos de sobrevivência.
O Programa Mundial de Alimentos (PMA) anunciou que ampliará suas ações na região e pretende atender até 1,6 milhão de pessoas nos próximos três meses. A entidade também informou que triplicará o número de padarias apoiadas, de 10 para 30, garantindo maior acesso a pão fresco e combatendo a insegurança alimentar.
A chegada dos comboios ocorre sob forte monitoramento internacional e é vista como um passo essencial para aliviar uma das piores crises humanitárias da última década. Organismos multilaterais destacam que a continuidade da trégua será fundamental para manter o fornecimento regular de suprimentos e apoiar os esforços de reconstrução em Gaza.
📸 Imagem: Comboio de ajuda humanitária passa por Khan Younis, em Gaza — REUTERS🕓 Com informações de Eugenia Yosef, Tim Lister e Ibrahim Dahman (CNN) | Publicado em 11/10/2025, às 11h00














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