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Advogado criminalista defende prisão preventiva de Lulinha após denúncias de repasses milionários

O advogado criminalista e professor de Direito Jeffrey Chiquini defendeu publicamente, nesta sexta-feira (5), a prisão preventiva de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. A manifestação foi feita por meio das redes sociais, após denúncias envolvendo supostos repasses milionários ligados ao chamado “Careca do INSS”.

Lulinha é filho de Luiz Inácio Lula da Silva l Presidente do Brasil Foto: Reprodução Jornal Record
Lulinha é filho de Luiz Inácio Lula da Silva l Presidente do Brasil Foto: Reprodução Jornal Record
Segundo depoimento do empresário Edson Claro Medeiros Jr. à Polícia Federal (PF), Lulinha teria recebido cerca de R$ 25 milhões, além de uma espécie de mesada mensal de R$ 300 mil, pagos por Antônio Carlos Camilo Antunes, apontado como operador financeiro no esquema investigado. Parte do material foi entregue às autoridades, que seguem com as apurações.

Para Chiquini, a prisão preventiva seria necessária para garantir a aplicação da lei penal.“A decretação da prisão preventiva é essencial para evitar que ele se furte à responsabilidade penal”, escreveu o jurista. O advogado também defende o bloqueio imediato dos bens de Lulinha para impedir a perda de valores que possam estar relacionados aos supostos crimes.


Ligação com empresa no exterior

As investigações apontam ainda que Lulinha teria vínculo com a empresa World Cannabis, que atua no setor de cannabis medicinal nos Estados Unidos, Portugal e Brasil. Segundo os relatos, ele teria sido contratado para atuar em articulações políticas da companhia.

Foto: Reprodução/ YouTube/ revista Oeste
Foto: Reprodução/ YouTube/ revista Oeste

Medeiros Jr. afirma ainda que Lulinha seria sócio oculto da empresa em Portugal, registrada oficialmente como Candango Consulting, na cidade do Porto. A sociedade, no papel, pertence apenas a Antônio Carlos Antunes e a seu filho, Romeu Antunes.

Após o rompimento da parceria, o empresário relatou à PF que teria sido ameaçado de morte pelo Careca do INSS durante uma reunião.


Mudança para a Espanha

De acordo com o advogado Jeffrey Chiquini, Lulinha deixou o Brasil em julho deste ano e passou a morar na Espanha, alegando que prestaria serviços de consultoria em Madri. No entanto, o criminalista sustenta que a saída do país teria ocorrido logo após o avanço das investigações.

“Testemunhas afirmam que ele recebeu valores desviados do INSS. Diante disso, após eventual decretação de prisão, deverá ser solicitada sua extradição ao governo espanhol”, afirmou Chiquini.

Caso segue em apuração

Até o momento, não há decisão judicial determinando a prisão de Lulinha. As denúncias seguem sob investigação da Polícia Federal e no âmbito da CPMI do INSS, que apura supostos desvios milionários envolvendo operadores financeiros, empresários e possíveis ligações políticas.

A defesa de Lulinha ainda não se manifestou oficialmente sobre as acusações.


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