Adolescente é apreendido por homicídio com sinais de tortura em Brasiléia; segundo suspeito está foragido
- Renalice Silva

- há 5 dias
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Um homicídio marcado por extrema violência e requintes de crueldade, registrado na madrugada do dia 29 de março deste ano, segue causando forte repercussão no município de Brasiléia. A vítima, identificada como Gilson Aparecido Ferreira, de 57 anos, foi morta com sinais de tortura em um crime investigado pela Polícia Civil como homicídio qualificado com emprego de meio cruel.

As investigações, coordenadas pelo delegado Erick Ferreira Maciel e sua equipe, apontam que o crime ocorreu por volta das 3h30, na Travessa Belém, região central da cidade, nas proximidades da Praça Hugo Poli.
Segundo a apuração policial, Gilson teria sido abordado por dois adolescentes, ambos de 17 anos, que o acusavam de cometer furtos na região e exigiam entorpecentes. Em seguida, a vítima foi levada à força até a frente de um apartamento de madeira, onde passou a ser brutalmente agredida.
De acordo com a investigação, Gilson sofreu uma sequência de agressões com socos, golpes de barra de ferro, pisões e garrafadas. Ainda durante a ação, os suspeitos teriam utilizado cacos de vidro para provocar diversos cortes pelo corpo da vítima.
Mesmo gravemente ferido, o homem foi arrastado por cerca de 34 metros sobre o asfalto até uma área de gramado em frente a um estabelecimento comercial, onde, segundo a polícia, ocorreu a execução final. No local, um disparo à queima-roupa foi efetuado contra as mãos da vítima com o uso de uma arma artesanal adaptada para calibre .22.
O corpo foi encontrado por volta das 4h16, apresentando múltiplas lesões, incluindo lacerações na cabeça, pescoço e tórax, além de sinais evidentes de arrasto e ferimentos graves nos braços e mãos.
A Polícia Civil trabalha com a hipótese de que o assassinato esteja ligado a um suposto “tribunal do crime”, com possível participação de integrantes associados à facção criminosa Comando Vermelho. A principal linha investigativa aponta que a motivação seria uma espécie de punição imposta à vítima por supostos furtos praticados na região, como forma de intimidação a outros usuários de drogas.
Durante o andamento das investigações, foram apreendidos uma arma de pressão adaptada para calibre .22, uma barra de ferro, roupas com vestígios de sangue e aparelhos celulares que passarão por perícia técnica. Imagens de câmeras de segurança também auxiliaram na identificação da movimentação dos suspeitos momentos antes do crime.
No último dia 30 de abril, um dos adolescentes investigados foi apreendido e confessou participação no homicídio, sendo apontado como o principal executor das agressões. Ele permanece à disposição da Vara da Infância e Juventude.
O segundo suspeito segue foragido, e diligências continuam sendo realizadas pela Polícia Civil de Brasiléia, que mantém as investigações sob responsabilidade do delegado Erick Ferreira Maciel.














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