Acre registra aumento de síndromes gripais e acende alerta na capital
- comunicacao deolhonoacre
- 11 de mar.
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Boletim da Fundação Oswaldo Cruz aponta aumento nas últimas seis semanas e preocupa autoridades de saúde.

Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) voltaram a crescer no Acre, segundo o mais recente boletim InfoGripe divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O levantamento, publicado na última sexta-feira (6), analisou dados da Semana Epidemiológica 8, entre os dias 22 e 28 de fevereiro, e identificou aumento contínuo de registros no estado nas últimas seis semanas.
Além do crescimento estadual, a capital Rio Branco aparece entre as capitais brasileiras classificadas em nível de alerta, risco ou alto risco para SRAG, ao lado de cidades como Manaus, Belém e Porto Velho.
Aumento entre crianças e adolescentes
De acordo com o boletim, o crescimento recente tem sido observado principalmente entre crianças e adolescentes. Especialistas apontam que o retorno das aulas e a maior circulação de vírus respiratórios em ambientes escolares podem estar contribuindo para o aumento dos casos.
Também foi identificado o início ou manutenção de crescimento nas ocorrências entre crianças de até dois anos de idade, grupo mais vulnerável às infecções respiratórias.
Entre os principais vírus associados aos casos estão:
Vírus sincicial respiratório (VSR), mais comum em crianças pequenas;
Rinovírus, relacionado ao aumento de hospitalizações em crianças e adolescentes;
Influenza A, que tem afetado jovens, adultos e idosos.
Região Norte em alerta
O levantamento também indica que vários estados da região Norte apresentam tendência de crescimento ou níveis de alerta para SRAG.
Além do Acre, aparecem com atividade classificada como alerta ou risco os estados do Amazonas, Pará, Amapá e Rondônia, todos com tendência de aumento nas últimas seis semanas.
Segundo os dados do boletim, os principais vírus identificados na região variam entre VSR, Influenza A e rinovírus, responsáveis por grande parte das internações relacionadas às síndromes respiratórias graves.
Autoridades de saúde reforçam a importância de medidas de prevenção, como vacinação contra gripe, higiene frequente das mãos e atenção aos sintomas respiratórios, principalmente em crianças pequenas e idosos.














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