⚠️ Acre decreta emergência em saúde pública para conter risco de surto de sarampo
- Renalice Silva

- 17 de jul. de 2025
- 2 min de leitura
Com baixa cobertura vacinal e proximidade com áreas em surto, Estado intensifica ações preventivas e reforça campanhas de imunização

O governo do Acre decretou, nesta quarta-feira (16), situação de emergência em saúde pública por 90 dias, com o objetivo de conter o risco de reintrodução do sarampo no estado. A medida foi publicada no Diário Oficial e autoriza ações administrativas urgentes para fortalecer a resposta ao avanço da doença nas Américas.
O alerta foi acionado após a confirmação de casos no país vizinho, Bolívia, e diante do aumento expressivo de notificações em outros países da América do Sul. O parecer da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) aponta alto risco para o Acre, especialmente por conta da baixa cobertura vacinal, abandono de esquemas de imunização e a proximidade com áreas em surto.
Embora nenhum caso tenha sido confirmado no estado desde o ano 2000, a Secretaria de Saúde monitora quatro suspeitas recentes. Onze casos investigados foram descartados.
“A situação está sob controle. O decreto é uma medida estratégica para permitir ações conjuntas entre os municípios, o estado e o Governo Federal, inclusive com apoio direto do Ministério da Saúde em território acreano”, explicou o secretário de Saúde, Pedro Pascoal.
O novo perfil epidemiológico também preocupa: o sarampo, antes predominante entre crianças pequenas, agora afeta também adolescentes e jovens adultos entre 10 e 29 anos, sinalizando falhas na imunização de faixas etárias que deveriam estar protegidas.
Mais de 7 mil casos de sarampo foram confirmados nas Américas nos seis primeiros meses de 2025 — número 29 vezes maior do que o registrado no mesmo período de 2024. O sarampo é altamente contagioso e pode ser fatal, especialmente em populações não vacinadas.
Com o decreto, o Estado poderá:
Reforçar campanhas de vacinação;
Acelerar a compra de insumos;
Mobilizar profissionais de saúde em todo o território;
Atuar contra a desinformação sobre vacinas.
A Sesacre reforça que a vacina contra o sarampo está disponível gratuitamente nas unidades básicas de saúde e que manter a caderneta atualizada é a principal forma de proteção individual e coletiva.
As ações seguem alinhadas ao plano de contingência estadual e serão intensificadas nas regiões de maior vulnerabilidade.














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