A APOSTA DOBROU: Trump anuncia tarifa de 100% sobre produtos chineses e amplia tensão comercial entre EUA e CHINA
- Renalice Silva

- 10 de out. de 2025
- 3 min de leitura
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (10) que vai impor uma tarifa de 100% sobre todos os produtos importados da China, a partir de 1º de novembro de 2025. O anúncio foi feito em sua rede social Truth Social, em resposta à decisão de Pequim de implementar amplos controles de exportação sobre bens produzidos no país asiático.

A medida, segundo Trump, também incluirá restrições de exportação de “qualquer e todo software crítico” fabricado nos Estados Unidos. O republicano classificou a postura chinesa como “extraordinariamente agressiva” e afirmou que a decisão de Pequim representa uma “vergonha moral no comércio internacional”.
“A China anunciou controles de exportação em larga escala sobre praticamente todos os produtos que fabrica — e até mesmo sobre alguns que nem produz. Essa medida atinge todos os países e foi planejada há anos. É algo sem precedentes e exige uma resposta à altura”, afirmou Trump em trecho da publicação.
Escalada nas tensões comerciais
O anúncio ocorre poucas horas depois de Trump ameaçar cancelar sua reunião com o presidente chinês, Xi Jinping, prevista para ocorrer na Coreia do Sul, durante a cúpula da APEC (Cooperação Econômica Ásia-Pacífico) ainda neste mês. Apesar da ameaça, o prazo de entrada em vigor das tarifas ainda permite que o encontro aconteça antes da data-limite.
Com a nova taxa, a alíquota total sobre produtos chineses chegaria a 130%, somando-se aos 30% já vigentes. No início deste ano, as tarifas haviam atingido 145%, mas foram parcialmente reduzidas após uma trégua comercial entre os dois países.
“A partir de 1º de novembro — ou antes, dependendo das ações da China —, os Estados Unidos imporão uma tarifa de 100% sobre todos os produtos chineses. Também serão aplicados controles de exportação sobre qualquer software crítico”, declarou o presidente americano.
Impactos econômicos e diplomáticos
A decisão de Trump reacende a guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo, ampliando a incerteza global sobre cadeias de suprimentos e preços de commodities. A medida também deve afetar setores estratégicos, como tecnologia, semicondutores e agricultura.
A China, por sua vez, anunciou recentemente novas taxas portuárias sobre navios americanos e uma investigação antitruste contra a Qualcomm, gigante dos chips dos EUA. Pequim também impôs restrições à exportação de minerais de terras raras, essenciais na fabricação de motores, smartphones e equipamentos militares — o que motivou a resposta de Washington.
Especialistas avaliam que o endurecimento do discurso de Trump visa reforçar sua política de protecionismo econômico e consolidar apoio interno em meio às negociações comerciais travadas desde o início de seu segundo mandato.
Futuro incerto nas negociações
A nova rodada de tarifas coloca em risco não apenas a reunião bilateral na Ásia, mas também o acordo agrícola entre EUA e China, que já sofre impacto com a redução das compras chinesas de soja americana, um dos principais produtos exportados por Washington.
Até o momento, Pequim não respondeu oficialmente ao anúncio de Trump, mas fontes ligadas ao Ministério do Comércio chinês indicaram que o governo deve adotar “medidas proporcionais” caso as tarifas sejam confirmadas.
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