“É TEMPO DE QUEBRAR O SILÊNCIO!” Semulher inicia 21 Dias de Ativismo e convoca população na luta contra a violência
A Secretaria de Estado da Mulher (Semulher) deu início, nesta terça-feira (18), à campanha 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher, durante cerimônia realizada no auditório da Fecomércio, em Rio Branco. O evento reuniu autoridades, representantes de movimentos sociais, instituições parceiras e profissionais da rede de proteção, destacando o compromisso conjunto no enfrentamento às diversas formas de violência que atingem mulheres e meninas no estado.

Com o lema “21 dias pela vida delas. Quebre o silêncio”, a iniciativa busca mobilizar a sociedade para o combate ao feminicídio, ampliar o acesso à informação e fortalecer políticas públicas de proteção.
Ações intensificadas
No lançamento, a Semulher apresentou o planejamento das atividades que serão realizadas ao longo dos 21 dias, incluindo formações para a rede de atendimento, rodas de diálogo, campanhas educativas, ações em escolas e articulações com setores da segurança, saúde, justiça e assistência social.

A secretária de Estado da Mulher, Márdhia El-Shawwa, ressaltou o papel da sociedade no enfrentamento ao problema.“Essa campanha é de extrema importância. Não podemos permitir que nossas mulheres continuem sendo vítimas. A luta depende do engajamento de todos”, afirmou.
Compromisso das instituições
A comandante-geral da Polícia Militar, coronel Marta Renata, destacou que as forças de segurança irão reforçar ações, especialmente em áreas isoladas do Acre.“Nós, mulheres, sofremos violência simbólica e estrutural. O Estado precisa unir forças para mudar essa realidade”, disse.

Representantes do Tribunal de Justiça, Ministério Público, Defensoria Pública, movimentos sociais e parlamentares também reafirmaram o compromisso de ampliar o alcance da campanha e garantir que mais mulheres tenham acesso à rede de apoio.
Quebrar o silêncio salva vidas
A campanha reforça que a violência contra a mulher é um problema coletivo e que o silêncio contribui para a continuidade dos abusos. A orientação é que qualquer caso seja denunciado pelos números 190, 180 ou pelos canais oficiais da segurança e assistência social.
A Semulher reforça que a rede de proteção está ativa em todo o estado e que a denúncia é um passo fundamental para salvar vidas.















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