Zema entra com celular na cabine de votação e diz: “Ninguém me alertou”,VEJA
Candidato à Presidência afirmou que não utilizou o aparelho durante o voto; TRE-MG informou que o caso será apurado

O candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) entrou com um celular na cabine de votação durante o primeiro turno das Eleições Gerais de 2026, na manhã deste domingo (4), em Araxá, no interior de Minas Gerais. Após o episódio, Zema afirmou que não foi alertado pelos mesários e que não utilizou o aparelho para registrar o voto.
Zema votou na Escola Estadual Delfim Moreira e foi visto com o celular enquanto estava diante da urna eletrônica. Após deixar o local, o candidato explicou que costuma permanecer com o aparelho durante todo o dia e disse que não percebeu que deveria deixá-lo com os mesários antes de entrar na cabine.
“Eu ando com o celular o dia todo, ele é quase como se fosse um dedo. E ninguém me lembrou ali e fui votar normalmente”, afirmou.
Segundo o candidato, o aparelho não foi utilizado para fotografar ou filmar a votação. “Não fotografei nada, não fiz nada com o celular ali, só votar mesmo”, declarou.
Zema também confirmou que levou uma colinha eleitoral em papel. Ele afirmou que, caso tivesse sido orientado, teria entregue o celular aos responsáveis pela seção antes de entrar na cabine.
Regra proíbe aparelhos na cabine
De acordo com as regras da Justiça Eleitoral, o eleitor deve desligar o celular e outros equipamentos eletrônicos antes de entrar na cabine de votação. Os aparelhos devem ser deixados em local indicado pelos mesários e devolvidos após o eleitor concluir o voto.
A medida tem como objetivo preservar o sigilo da votação e impedir que imagens ou registros sejam feitos dentro da cabine.
Caso será apurado
O presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG), Carlos Henrique Perpétuo Braga, afirmou que a situação envolvendo Zema será analisada pela Justiça Eleitoral.
Segundo o magistrado, o uso de celular na cabine é irregular e pode configurar crime eleitoral, dependendo das circunstâncias do caso. Ele destacou que será necessário verificar o que ocorreu antes de qualquer decisão.
O episódio deverá ser encaminhado para análise do juiz eleitoral responsável, que poderá avaliar as circunstâncias e adotar as medidas cabíveis.
A proibição do uso de aparelhos eletrônicos na cabine está prevista na legislação eleitoral e nas normas que regulamentam os procedimentos de votação.













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