Vorcaro deixa cela da PF e passa primeira noite preso na Papudinha
- fuxico nobalde
- há 6 horas
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Decisão do STF determina transferência do ex-banqueiro e impõe medidas para evitar contato com outros investigados no caso Master

Após ter duas propostas de acordo de delação premiada rejeitadas e trocar sua equipe de defesa, o ex-banqueiro Daniel Vorcaro passou a primeira noite preso no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha. A transferência ocorreu na noite de quinta-feira (25), após decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Vorcaro estava detido em uma cela especial na Superintendência da Polícia Federal enquanto aguardava a análise de um acordo de colaboração premiada. No entanto, a proposta mais recente foi recusada pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República. Uma tentativa anterior de delação também havia sido rejeitada.
Na decisão, André Mendonça determinou que a Polícia Militar do Distrito Federal adote medidas para impedir qualquer contato entre Vorcaro e outros investigados no caso Master que também estão custodiados no complexo penitenciário, entre eles o ex-presidente do Banco de Brasília, Paulo Henrique Costa.
O ministro afirmou que a permanência do ex-banqueiro nas instalações da Polícia Federal não era mais adequada e ressaltou que a mudança não tem relação com a rejeição dos acordos de delação premiada. Segundo ele, a transferência atende exclusivamente a critérios de custódia e segurança.
A decisão foi tomada após solicitação da própria Polícia Federal, que pediu a remoção de Vorcaro da Superintendência.
A Papudinha integra o Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, e possui um ambiente mais controlado que outras unidades do sistema prisional.
O local costuma receber presos com direito à prisão especial, como policiais militares, além de autoridades que necessitam de medidas específicas de segurança durante a custódia.
A defesa de Daniel Vorcaro ainda avalia a possibilidade de apresentar uma nova proposta de colaboração com as autoridades na tentativa de avançar nas investigações e buscar benefícios previstos na legislação.










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