Virada à direita: Laura Fernández vence eleição e assume Presidência da Costa Rica
Aliada de Rodrigo Chávez, candidata supera 40% dos votos no 1º turno, promete endurecer a segurança e fala em “Terceira República”.

A candidata de direita Laura Fernández foi eleita neste domingo (1º) presidente da Costa Rica, após obter uma vitória expressiva nas eleições gerais. Com 88,43% das urnas apuradas, Fernández alcançou quase metade dos votos, superando com folga o mínimo de 40% necessário para vencer ainda no primeiro turno e evitar uma nova disputa marcada para 5 de abril.
Apontada como favorita desde o início da campanha, Fernández é protegida e ex-chefe de gabinete do atual presidente Rodrigo Chávez. Durante a corrida eleitoral, ela prometeu dar continuidade às políticas de segurança rigorosas, manter propostas de viés populista e reforçar um discurso anti-establishment, que marcou o atual governo.
Embora a Constituição da Costa Rica não permita reeleição consecutiva, Fernández afirmou que Rodrigo Chávez fará parte de seu governo, garantindo a permanência da linha política adotada nos últimos anos.
“Mudança profunda e irreversível”
Em discurso de vitória na capital San José, a presidente eleita declarou que o país inicia um novo capítulo político.
“A mudança será profunda e irreversível”, afirmou Fernández, ao dizer que a chamada Segunda República, iniciada após a guerra civil de 1948, “é coisa do passado”.
Segundo ela, o desafio agora é a construção de uma “Terceira República”, baseada em segurança, reformas institucionais e fortalecimento do Estado.
Festa nas ruas e reação dos adversários
Na Fonte da Hispanidade, tradicional ponto de celebrações nacionais, apoiadores se reuniram a pé e de carro, agitando bandeiras e jaguares de pelúcia, símbolo adotado pelo partido de Fernández durante a campanha.
O principal adversário, o economista centrista Álvaro Ramos, obteve cerca de um terço dos votos. Em discurso de concessão, ele afirmou que apoiará o novo governo em decisões positivas para o país, mas prometeu fazer oposição quando considerar necessário.
“Precisamos continuar lutando. Esse é o nosso compromisso com a Costa Rica”, declarou Ramos.
A arquiteta progressista e ex-primeira-dama Claudia Dobles ficou com pouco menos de 5% dos votos, encerrando uma campanha marcada por baixo desempenho nas pesquisas.
Novo governo, novo rumo
Com a vitória, Laura Fernández assume a Presidência respaldada por um Congresso majoritariamente governista, o que pode facilitar a aprovação de reformas e consolidar a guinada política à direita no país.
A posse marca o início de um governo que promete continuidade, enfrentamento ao crime e mudanças estruturais, em um dos momentos políticos mais decisivos da história recente da Costa Rica.














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