VERGONHA NACIONAL PARA A CORRUPÇÃO: Bandeira americana é erguida em ato na Paulista; protestos pelo Brasil em apoio à anistia do 8 de janeiro expõem desespero do governo Lula e aliados
Atualizado: 7 de set. de 2025
Manifestantes favoráveis ao ex-presidente Jair Bolsonaro se reuniram na Avenida Paulista neste domingo (7) em atos que pediam a anistia aos condenados pelos ataques de 8 de janeiro de 2023 e apoiavam o julgamento do ex-presidente no Supremo Tribunal Federal (STF). A mobilização também ocorreu em outras capitais do país, refletindo a pressão política sobre o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Em São Paulo, os participantes começaram a se concentrar por volta das 13h, exibindo cartazes e bandeiras do Brasil, dos Estados Unidos e de Israel, além de uma bandeira gigante dos EUA. Entre as mensagens levadas pelos manifestantes estavam frases como “Fé em Deus, Eduardo Bolsonaro. Edu, nós o apoiamos. Donald Trump, thank you very much”, pedidos por liberdade, democracia e anistia, e expressões como “Fora Moraes” e “SOS Trump, Bolsonaro Free”.
O ato foi iniciado com gritos de “Lula ladrão, seu lugar é na prisão” e contra o ministro Alexandre de Moraes, seguido pela execução do Hino Nacional.
Aliados de Bolsonaro discursaram no carro de som, incluindo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o governador Cláudio Castro e o deputado Alexandre Ramagem (PL), que também é réu no STF por tentativa de golpe de Estado. Os manifestantes reiteraram apoio ao ex-presidente e ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e exibiram faixas com a frase “Golpe é eleição sem Bolsonaro. Anistia já”.

A Polícia Militar informou que preparou esquema especial de segurança para acompanhar o protesto, monitorando todas as ações em tempo real pelo sistema Olho de Águia e supervisionadas a partir da Sala de Gerenciamento de Incidentes, instalada no Centro de Operações da PM.
Julgamento no STF e discussão sobre anistia
Na última terça-feira (2), o STF começou a julgar Bolsonaro e mais sete réus pela tentativa de golpe de Estado após a eleição de 2022. O julgamento deve ser concluído até a próxima sexta-feira (12). Bolsonaro está em prisão domiciliar por descumprir medidas restritivas impostas anteriormente e, se condenado, pode pegar até 43 anos de prisão. Além disso, ele permanece inelegível por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que o condenou por abuso de poder político.
Paralelamente, ganhou força na Câmara dos Deputados a discussão sobre a possibilidade de aprovar uma anistia para condenados por crimes contra a democracia. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), está sob pressão de aliados de Bolsonaro, mas ainda não colocou em votação nenhum projeto. O PL, partido do ex-presidente, é o principal interessado, e o Centrão também endossa a medida. A aliança formada por União Brasil e PP, maior bancada da Câmara, anunciou recentemente o desembarque do governo Lula para apoiar a campanha pela anistia.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), esteve em Brasília para tentar convencer Motta a colocar o tema em votação. Ainda não há definição sobre o texto que seria votado, incluindo se a anistia abrangeria apenas os condenados pelos atos de 8 de janeiro ou também o ex-presidente e seus aliados julgados no STF. Aliados mais próximos de Bolsonaro defendem uma anistia geral, enquanto o Senado discute proposta alternativa que exclui o ex-presidente e reduz penas de condenados sem anular as sentenças.
O governo federal se posiciona contra qualquer proposta de anistia, e o presidente Lula convocou mobilização social para barrar a votação e preservar as decisões judiciais em andamento.















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