URGENTE! Barroso diz que julgamento que condenou Bolsonaro "encerra o ciclo do atraso" e Que agora irão pacificar o país
O Presidente do STF fez declarações após a conclusão da análise da trama golpista julgada pelos ministros da primeira Turma do STF, que terminou com a condenação do ex-presidente e de sete aliados
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, afirmou nesta quinta-feira (11) que o julgamento da trama golpista marca o fim de um período de instabilidade institucional no país. Segundo ele, a decisão “encerra o ciclo do atraso” e abre caminho para a pacificação nacional.

— Fez um trabalho hercúleo. Este julgamento foi um divisor de águas. Estamos encerrando o ciclo do atraso. Que possamos pacificar o país — declarou Barroso, ao elogiar também o relator do processo, ministro Alexandre de Moraes.
Como foi o julgamento
Por 4 votos a 1, a Primeira Turma do STF condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro e sete aliados por tentativa de golpe de Estado, organização criminosa, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado e deterioração do patrimônio tombado.
Os votos pela condenação foram dados por Cristiano Zanin, Cármen Lúcia, Flávio Dino e Alexandre de Moraes. O ministro Luiz Fux divergiu e defendeu a absolvição.
Bolsonaro recebeu pena de 27 anos e 3 meses de prisão — a maior já imposta a um ex-presidente na história do país. Também foram condenados:
Almir Garnier, ex-comandante da Marinha – 24 anos;
Anderson Torres, ex-ministro da Justiça – 24 anos;
Augusto Heleno, ex-ministro do GSI – 21 anos;
Mauro Cid, ex-ajudante de ordens – 2 anos (pena reduzida por delação premiada);
Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa – 19 anos;
Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa e da Casa Civil – 26 anos;
Alexandre Ramagem, ex-diretor da Abin – condenado em menor extensão.
Votos e divergências
A ministra Cármen Lúcia afirmou que as provas apresentadas demonstram “cabais evidências” de que Bolsonaro e aliados planejaram e executaram atos violentos contra a democracia.
O ministro Cristiano Zanin destacou a relação direta entre os discursos do ex-presidente e a mobilização que levou aos ataques de 8 de janeiro de 2023.
Já Luiz Fux, em voto de mais de 11 horas, defendeu a absolvição de Bolsonaro, argumentando que não há provas suficientes de sua participação direta na tentativa de golpe. O ministro também questionou a competência do STF para julgar parte dos réus.
Contexto político
A condenação ocorre em um momento de reorganização da direita no país. Com Bolsonaro inelegível e agora condenado criminalmente, aliados discutem alternativas para a eleição de 2026, como os governadores Tarcísio de Freitas (SP), Ronaldo Caiado (GO), Romeu Zema (MG) e Ratinho Júnior (PR).
A decisão também pode ter impacto nas Forças Armadas, já que é a primeira vez que oficiais de alta patente são condenados por crimes relacionados a atentados contra a democracia.















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