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#UM FIASCO: Áudios vazados revelam suposta contratação de público para recepção de Lula no ACRE; presidente ainda Chamou Bocalom de Mentiroso e Disse que fez mais Obras que Dom Pedro II

8 de ago. de 2025
2 min de leitura

A visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Rio Branco, capital do Acre, nesta sexta-feira (8), foi marcada por polêmicas que vão muito além dos discursos políticos.


Áudios vazados nas redes sociais revelaram que pessoas teriam supostamente recebido pagamento para comparecer ao evento, criando artificialmente um cenário de “apoio popular comprado” ao chefe do Executivo. Nas gravações, vozes combinam valores e organização para garantir maior volume de público na recepção presidencial.


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O evento foi palco para uma série de falas em tom de promessa sobre investimentos federais no Acre — muitas delas sem apresentação de dados concretos ou cronogramas definidos. Lula citou obras, programas e aportes financeiros, mas não apresentou documentos, contratos ou etapas formais, o que levantou questionamentos sobre a efetividade das propostas.


A reunião contou com um reduzido número de apoiadores, alguns militantes e lideranças políticas como PETECÃO que reapareceu e que se concentrou na sede da Cooperacre, local escolhido para o anúncio de investimentos do Governo Federal no Acre.


O clima era de expectativa para recepcionar o presidente, que veio acompanhado de ministros e autoridades.



Durante discurso, Lula afirmou: “Eu e a Dilma fizemos mais do que [José] Sarney, Fernando Henrique Cardoso, Itamar [Franco], [Fernando] Collor, [Jair] Bolsonaro e até mais do que Dom Pedro 2º. Só não fizemos mais do que Plácido de Castro, que teve a coragem de lutar e criar o Estado do Acre”, afirmou Lula.


O presidente se equivocou ao afirmar ter feito “mais obras do que Dom Pedro II”, comparação que rapidamente gerou críticas e ironias. O comentário ignorou o fato de que, durante o reinado de Dom Pedro II (1831–1889), o Acre sequer fazia parte do Brasil — a região só foi incorporada oficialmente ao território nacional em 1903, por meio do Tratado de Petrópolis.

A fala acabou sendo vista como um deslize histórico e reforçou o tom controverso de seu discurso. Em meio ao discurso, o presidente também atacou diretamente o prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PP), chamando-o de “mentiroso” e afirmando:


“O que Não pode é prefeito mentir e dizer que não foi convidado. e a gente provar. Não tem como eu não convidar. em qualquer cidade que eu vou o prefeito é convidado. Se vocês ouvirem o prefeito dizer que ‘o Lula foi na minha cidade e não me convidou’, eu digo é mentira.” 

Bocalom, por sua vez, não se pronunciou ainda sobre qualquer convite oficial ou informal para participar da agenda presidencial.


A cerimônia, iniciada às 11h, teve como destaque a divulgação de um pacote de ações que, segundo o governo, totaliza R$ 1,1 bilhão em investimentos no estado. Entre os anúncios, está a liberação de R$ 870,9 milhões para a manutenção e recuperação da BR-364 — rodovia federal vital para o escoamento da produção local, mas que, ironicamente, se encontra em estado precário durante a própria gestão petista.


Na área da educação, o governo prometeu R$ 304,6 milhões destinados à educação básica e superior — incluindo creches, escolas em tempo integral, ônibus escolares e a obra do novo Hospital Universitário de Rio Branco. O pacote ainda prevê a entrega de títulos de terra, criação de novos assentamentos, concessão de créditos rurais e investimentos do Fundo Amazônia para restauração ecológica e abastecimento de água potável em comunidades isoladas.



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