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TSE suspende propaganda de Lula sobre "currículo" de Flávio

30 de ago.
2 min de leitura

Ministra Estela Aranha vê falsa informação e grave descontextualização em peça que associa candidato a crimes

Presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro  • Reprodução; Agência Estado
Presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro  • Reprodução; Agência Estado

A ministra Estela Aranha, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), concedeu neste domingo (30) uma liminar ao senador Flávio Bolsonaro (PL) e determinou a suspensão imediata de uma propaganda da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que apresenta um “currículo” do candidato do PL ao Palácio do Planalto.


A peça também foi exibida no primeiro programa eleitoral de Lula na televisão, neste sábado (29).

Intitulada “Conheça o currículo de Flávio Bolsonaro”, a propaganda apresenta uma sequência de acusações contra o senador na forma de um suposto currículo. Afirma que ele foi “funcionário fantasma”, “denunciado por lavagem de dinheiro e organização criminosa no escândalo da rachadinha”, homenageou “o líder do maior grupo de matadores de aluguel do Rio de Janeiro” e foi “flagrado pela Polícia Federal pedindo 134 milhões no escândalo do Banco Master”.


Na decisão, Aranha afirma que a propaganda “extrapola os limites da crítica política admissível” e constrói uma narrativa de envolvimento de Flávio com organizações criminosas “sem indicação de qualquer dado concreto, investigação formal ou imputação jurídica que ampare as alegações”.


A ministra destaca como um dos pontos da decisão a referência ao caso das rachadinhas. Segundo Aranha, a propaganda parte de um fato verdadeiro ao mencionar que Flávio foi denunciado, mas omite que a denúncia foi arquivada e que não houve condenação.

Para a relatora, a peça transmite ao eleitor uma situação que “não corresponde com a realidade” ao apresentar Flávio como atualmente denunciado por lavagem de dinheiro e organização criminosa. Aranha classificou o caso como uma “grave descontextualização”.


A decisão também chama atenção para a forma como as acusações são apresentadas. Segundo a ministra, o uso de um suposto currículo, com aparência documental, tem potencial para “induzir o eleitor em erro” sobre a existência e o significado dos fatos apresentados.


Com a liminar, Lula e sua coligação ficam proibidos de fazer nova divulgação da propaganda até o julgamento do mérito. O TSE também determinou a comunicação imediata ao pool de emissoras de televisão para o cumprimento da decisão.


A ação foi apresentada por Flávio, que também pede direito de resposta. Aranha determinou que o senador apresente, em 24 horas, o texto que pretende veicular. Depois, Lula e a coligação serão citados para apresentar defesa, e o caso seguirá para parecer da Procuradoria-Geral Eleitoral.


por: CNN

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