TSE avalia decisão que suspendeu pesquisa eleitoral e reforça que levantamentos não podem servir como "ringue político"
- Renalice Silva

- 9 de jun.
- 2 min de leitura
A decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, de suspender a divulgação de uma pesquisa eleitoral do instituto AtlasIntel continua repercutindo nos bastidores da Justiça Eleitoral. O colegiado da Corte deverá analisar o caso e decidir se mantém ou revoga a medida.

Segundo informações divulgadas por integrantes do tribunal, a discussão não está relacionada à liberdade de expressão, mas ao cumprimento das normas que regulamentam a realização e a divulgação de pesquisas eleitorais no país.
Nos bastidores, ministros do TSE avaliam que levantamentos de intenção de voto não podem ser utilizados como instrumento de disputa política ou favorecer interesses de grupos, partidos ou candidaturas. A preocupação da Corte é preservar o equilíbrio do processo eleitoral e evitar que pesquisas sejam usadas para influenciar o eleitorado.
De acordo com magistrados ouvidos sob reserva, as regras estabelecidas pela Justiça Eleitoral existem para garantir tratamento igualitário entre os candidatos e devem ser aplicadas de forma uniforme, independentemente de quem seja beneficiado ou prejudicado por uma eventual decisão.
A pesquisa suspensa havia sido realizada pelo instituto AtlasIntel e apontava mudanças nas intenções de voto envolvendo possíveis pré-candidatos à Presidência da República.
Em nota, o instituto informou que respeita a decisão judicial e afirmou estar apresentando todas as informações técnicas sobre a metodologia utilizada no levantamento. A empresa declarou ainda confiar que a análise do colegiado do TSE confirmará a legalidade e a robustez técnica da pesquisa.
A expectativa é que o Tribunal Superior Eleitoral analise o caso nos próximos dias, definindo se a suspensão será mantida ou se a divulgação do levantamento será autorizada.












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