Trump envia “czar da fronteira” a Minnesota e endurece repressão contra imigrantes após mortes em Minneapolis
Sob pressão por operação do ICE que deixou dois mortos, presidente manda Tom Homan ao estado, anuncia investigações e reafirma política anti-imigração.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste domingo (26) o envio de Tom Homan, conhecido como o “czar da fronteira”, para Minnesota, em meio à escalada de tensões provocadas pelas ações do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) em Minneapolis.
A decisão ocorre após a confirmação de uma segunda morte relacionada às operações da agência federal na cidade.
O anúncio foi feito pelo próprio Trump em uma publicação na rede Truth Social. Segundo o presidente, Homan chega ao estado com a missão de reforçar as ações federais e manter a linha dura do governo contra a imigração irregular.
“Enviarei Tom Homan a Minnesota esta noite. Ele não tem experiência nessa região, mas conhece e gosta de muitas pessoas de lá. Tom é rigoroso, mas justo, e se reportará diretamente a mim”, escreveu Trump.
Pressão após mortes e protestos
Minnesota vive dias de forte instabilidade desde o início das operações do ICE em Minneapolis. As ações resultaram em protestos, confrontos com a população e, ao menos, duas mortes. A mais recente intensificou a pressão sobre a Casa Branca e provocou novas manifestações nas ruas da cidade.
Uma das mortes ocorreu após uma cidadã americana, mãe de três filhos, ser baleada por um agente do ICE durante uma abordagem, há cerca de duas semanas. O caso ampliou a revolta popular e impulsionou os protestos contra a presença federal no estado.
Mesmo diante do cenário de crise, Trump afirmou que não pretende recuar e reforçou o apoio irrestrito aos agentes de imigração.
Investigações anunciadas por Trump
Além do envio de Homan, Trump anunciou a abertura de duas investigações federais. A primeira mira o que o presidente chamou de “fraude maciça” no sistema de assistência social de Minnesota.
Segundo Trump, a investigação apura um suposto desvio superior a US$ 20 bilhões, que, de acordo com ele, estaria ligado aos protestos registrados no estado.
“Paralelamente, está em andamento uma grande investigação a respeito da fraude maciça de mais de US$ 20 bilhões no sistema de assistência social em Minnesota, que é pelo menos parcialmente responsável pelos violentos protestos organizados que estão ocorrendo nas ruas”, afirmou.














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