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Trump diz que é hora de nova liderança no Irã após ser chamado de “criminoso” por Khamenei

17 de jan.
2 min de leitura

Atualizado: 17 de jan.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (17) que o Irã precisa de uma nova liderança após ser duramente criticado pelo líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, que o chamou de “criminoso” por apoiar os recentes protestos contra o regime no país.


“É hora de buscar uma nova liderança no Irã”, declarou Trump durante entrevista concedida ao site Politico.
Reuters/Evelyn Hockstein
Reuters/Evelyn Hockstein

Mais cedo, Khamenei insinuou que Trump seria responsável pelas vítimas e pelos danos causados durante as manifestações que vêm sacudindo o país desde o fim de dezembro. Segundo a agência estatal iraniana Tasnim, o líder supremo também acusou o presidente americano de estar por trás das denúncias e acusações feitas contra o Irã.

Em resposta, Trump responsabilizou diretamente Khamenei pela escalada da violência no país.


“Como líder de uma nação, ele é culpado pela destruição completa do país e pelo uso da violência em níveis nunca vistos antes”, afirmou o presidente americano.

Trump ainda criticou a repressão aos manifestantes e disse que a liderança iraniana deveria se preocupar em governar o país em vez de recorrer à violência para se manter no poder.


“Para manter o país funcionando — mesmo que em um nível muito baixo — a liderança deveria se concentrar em administrar seu país adequadamente, como eu faço com os Estados Unidos, e não em matar milhares de pessoas para manter o controle”, declarou.

“Liderança tem a ver com respeito, não com medo e morte”, completou.


Durante a entrevista, Trump também chamou Khamenei de “homem doente” e afirmou que uma das poucas decisões corretas tomadas recentemente pelo líder foi não autorizar a execução de centenas de manifestantes presos.

“A melhor decisão que ele já tomou foi não ter enforcado mais de 800 pessoas dois dias atrás”, disse ao ser questionado sobre uma possível ação militar americana.


Entenda os protestos no Irã

Os protestos no Irã começaram no final de dezembro como manifestações nos bazares de Teerã contra a inflação e a crise econômica, mas rapidamente se espalharam por várias cidades e se transformaram no maior desafio ao regime em anos.


O estopim foi a alta repentina no preço de itens básicos como óleo de cozinha e frango, que praticamente desapareceram das prateleiras. A situação se agravou após o banco central encerrar um programa que garantia dólares mais baratos a importadores, provocando reajustes imediatos e fechamento de lojas.


A paralisação dos comerciantes dos bazares — grupo historicamente alinhado ao regime — marcou uma ruptura inédita e ampliou a pressão popular.


O governo tentou conter a crise oferecendo transferências mensais equivalentes a cerca de US$ 7, mas a medida não freou a insatisfação.


No auge das manifestações, as autoridades cortaram internet e linhas telefônicas em grande parte do país, isolando o Irã do exterior. Organizações de direitos humanos apontam que centenas de pessoas já morreram desde o início dos protestos.


Enquanto isso, Trump tem feito declarações públicas em apoio aos manifestantes e alertado que os Estados Unidos podem reagir caso a repressão se intensifique. Já Khamenei acusa Washington de incitar a instabilidade e pede que o presidente americano “cuide de seu próprio país”.


Com informações do Portal CNN internacional


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