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Trump diz que guerra pode acabar “em breve”, mas Irã reage e promete decidir o fim do conflito

Confronto entre EUA, Israel e Irã provoca ataques no Oriente Médio, tensão no mercado de petróleo e alerta em vários países da região.

foto reprodução
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O conflito no Oriente Médio iniciado no fim de fevereiro ganhou novos desdobramentos nesta semana após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que a guerra contra o Irã pode estar próxima do fim. Apesar da declaração otimista, autoridades iranianas reagiram rapidamente e disseram que será o próprio Irã que decidirá quando o confronto terminará.

Em entrevista à emissora CBS News, Trump declarou que a guerra está “praticamente concluída” e afirmou que os Estados Unidos estariam “muito à frente do cronograma” militar.

Segundo ele, o Irã teria perdido grande parte de sua capacidade militar. “Eles não têm marinha, não têm comunicações e não têm força aérea”, afirmou.


Irã responde e ameaça bloquear petróleo

Logo após as declarações do presidente americano, a Guarda Revolucionária Islâmica respondeu dizendo que Teerã será responsável por determinar o fim da guerra.

A corporação também alertou que poderá impedir a exportação de petróleo da região caso os ataques dos Estados Unidos e de Israel continuem.


A ameaça aumentou as preocupações sobre o Estreito de Ormuz, considerado um dos pontos mais estratégicos do planeta para o transporte de energia. Cerca de 20% do petróleo mundial passa pela rota marítima, o que faz com que qualquer tensão na região provoque impacto direto nos mercados internacionais.


Petróleo dispara e mercados reagem

Com o aumento das tensões, o preço do petróleo chegou a ultrapassar US$ 100 por barril, o maior patamar em quatro anos, antes de recuar para cerca de US$ 90 ao longo do dia.


A instabilidade também afetou bolsas de valores pelo mundo. No Brasil, o índice Ibovespa chegou a cair durante o dia, mas se recuperou após as declarações de Trump e fechou em alta de 0,86%, enquanto o dólar caiu para R$ 5,16.


Israel intensifica ataques

Enquanto as declarações diplomáticas se multiplicam, os ataques militares continuam. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que a ofensiva contra o Irã está “quebrando os ossos do regime”.


Durante a madrugada de segunda para terça-feira, ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel atingiram áreas da capital iraniana, Teerã, e a cidade de Karaj. Moradores relataram explosões intensas e interrupções no fornecimento de energia.


No Líbano, Israel ordenou a evacuação urgente de regiões ao sul enquanto continua bombardeando posições ligadas ao grupo Hezbollah.


Países do Golfo interceptam ataques

A escalada militar também afetou outros países da região. A Arábia Saudita informou ter interceptado um míssil balístico e cinco drones durante a madrugada.


Já o Kuwait afirmou ter abatido seis drones, enquanto o Bahrein ativou sirenes de emergência após um ataque atingir a capital, Manama, deixando uma mulher morta.

Os Emirados Árabes Unidos também confirmaram a interceptação de mísseis e drones e relataram que um ataque atingiu seu consulado em Erbil, causando danos materiais.


Apesar das declarações de que a guerra pode terminar em breve, os ataques continuam em várias frentes do Oriente Médio, mantendo a região em alerta e os mercados internacionais sob forte tensão.


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