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TRAGÉDIA EM ESCOLA: ataque a tiros deixa mortos, feridos e cenas de desespero em Rio Branco

A tarde desta terça-feira, 5 de maio, que deveria ser apenas mais um dia comum de aula, se transformou em um dos episódios mais chocantes já registrados em uma escola de Rio Branco.

Por volta das 13h50, o silêncio do Instituto São José foi quebrado pelo som de disparos. Em poucos segundos, corredores antes cheios de alunos se tornaram cenário de correria, gritos e pânico. Estudantes se esconderam em salas, professores tentaram proteger turmas, enquanto o medo tomava conta de todos.

Segundo as informações apuradas, o autor dos disparos é um adolescente de apenas 13 anos, aluno da própria escola. Ele teria levado de casa uma pistola calibre .380, pertencente ao padrasto, e iniciou o ataque dentro da unidade.

No meio do caos, duas funcionárias da escola protagonizaram um ato de coragem que pode ter evitado uma tragédia ainda maior.

Raquel Sales Feitosa, de 36 anos, e Alzenir Pereira da Silva, de 53, ao perceberem a situação, tentaram impedir que o adolescente chegasse até uma sala de aula cheia de alunos. Elas se colocaram no caminho do atirador.

Foram atingidas por disparos e não resistiram.

O gesto das duas, segundo relatos preliminares, pode ter salvado dezenas de vidas.

Além das mortes, pelo menos cinco pessoas ficaram feridas. Entre elas, uma aluna de 11 anos, baleada na perna, e uma funcionária atingida no pé. Outras vítimas também foram socorridas em meio à tensão que tomou conta da escola.

Foto: AC24HORAS
Foto: AC24HORAS
Equipes do Samu chegaram rapidamente ao local. Ambulâncias, viaturas policiais e sirenes tomaram a frente da instituição, enquanto pais desesperados buscavam informações sobre os filhos.

Após os disparos, o adolescente se entregou. Ele foi levado sob custódia ao Quartel do Comando-Geral da Polícia Militar. A arma foi apreendida.

O padrasto do menor, dono da pistola, foi conduzido à delegacia para prestar esclarecimentos. Poucas horas depois, o governo do Acre anunciou a exoneração dele de um cargo público.


A Polícia Civil assumiu a investigação. Ainda não há confirmação oficial sobre a motivação, mas entre as hipóteses estão possíveis conflitos dentro da escola e conteúdos encontrados no celular do adolescente.


O Instituto São José foi isolado para perícia. As aulas foram suspensas. Do lado de fora, o cenário era de silêncio, lágrimas e incredulidade.

A cidade inteira agora tenta entender como uma tarde comum terminou em dor, perda e um rastro de trauma que dificilmente será esquecido.

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