Tensões internacionais e possível Medo de sanções: STF aprova orçamento bilionário com aumento de 80% R$ 1 bilhão para 2026
O Supremo Tribunal Federal (STF) aprovou por unanimidade, em plenário virtual nesta quinta-feira (7), o orçamento de R$ 1,047 bilhão para o exercício de 2026. O montante, que representa quase 10% de aumento em relação a 2025, será destinado às despesas com pessoal, custeio, investimentos e segurança institucional da Corte.
O presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso, destacou que as despesas primárias previstas somam cerca de R$ 987,9 milhões, valor que cobre salários, encargos e custos operacionais. Além disso, o orçamento inclui R$ 59,1 milhões para contribuições previdenciárias, totalizando a cifra acima de R$ 1 bilhão.

O aumento significativo nos recursos destinados à segurança, que devem chegar a aproximadamente R$ 72 milhões em 2026 — um crescimento de 80% em relação a 2020, quando o gasto era de R$ 40 milhões —, está ligado ao contexto de tensões e ameaças externas enfrentadas pela Corte.
O ministro Barroso justificou esse crescimento ressaltando a necessidade de reforçar infraestrutura, tecnologia, equipamentos e pessoal para garantir a segurança institucional diante do ambiente hostil que se intensificou nos últimos anos.
Esse clima de tensão foi potencializado recentemente pela inclusão do ministro Alexandre de Moraes na lista de sanções dos Estados Unidos, com base na Lei Magnitsky, que prevê penalidades a pessoas acusadas de violações de direitos humanos e corrupção. Há ainda a possibilidade de que outras autoridades do STF sejam incluídas nessa lista, o que aumenta a preocupação com a segurança dos ministros e das instalações da Corte.
As despesas com pessoal representam cerca de 64,77% do total, somando R$ 678,2 milhões. Além dos servidores efetivos, o STF mantém diversos contratos de terceirização para serviços essenciais, como recepção, vigilância, tecnologia da informação e comunicação social.
O orçamento aprovado será encaminhado ao Ministério do Planejamento para compor a proposta orçamentária final do governo federal para o ano que vem.















Comentários