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Tenistas estrangeiros são detidos por injúria racial durante torneio internacional em Itajaí

23 de jan.
2 min de leitura

Atletas fizeram gestos de macaco e ofenderam boleiro; crime é equiparado a racismo e pode render até cinco anos de prisão

Dois tenistas estrangeiros foram detidos pela Polícia Militar de Santa Catarina sob acusação de injúria racial, na última quinta-feira (22), durante o Challenger 75 de Itajaí, torneio oficial do circuito da ATP.


O venezuelano Luis David Martinez, 108º do ranking mundial de duplas, e o colombiano Cristian Rodriguez, 162º colocado, vão responder criminalmente pelos atos cometidos dentro e fora da quadra.


O caso ocorreu durante as quartas de final da chave de duplas, disputadas no Itamirim Clube de Campo. Martinez foi flagrado, pela transmissão oficial da Challenger TV, fazendo gestos de macaco em direção à arquibancada após a derrota. Já Rodriguez foi filmado pelo influenciador Bonfa Tennis chamando um boleiro de “macaco”, em uma ofensa direta e explícita.

A partida terminou com vitória dos brasileiros Igor Marcondes e Eduardo Ribeiro, por 2 sets a 1, com parciais de 7/6 (4), 6/7 (6) e 10/2. Após os episódios, a organização do torneio acionou a Polícia Militar. Mesmo já tendo deixado o local da competição, os atletas foram localizados e detidos em um hotel de Itajaí.


No Brasil, a injúria racial prevê pena de 2 a 5 anos de reclusão e multa. Desde 2023, o crime passou a ser equiparado ao racismo, tornando-se inafiançável e imprescritível, conforme a legislação vigente.


Em nota oficial, o Instituto Sports, organizador do Itajaí Open, afirmou que as providências foram tomadas imediatamente:


“O ocorrido durante o jogo de duplas hoje no Itajaí Open teve ação imediata da Polícia Militar que estava presente e tomou as devidas providências dentro da legislação brasileira. O Itajaí Open repudia veementemente o racismo ou a discriminação de qualquer natureza.”

O influenciador Bonfa Tennis, que registrou parte dos atos, divulgou vídeos nas redes sociais explicando o ocorrido e reforçando a gravidade das ofensas.


O caso segue sob responsabilidade das autoridades policiais e deve avançar para a esfera judicial.


A ocorrência gerou forte repercussão no meio esportivo e reacendeu o debate sobre racismo no esporte, especialmente em competições internacionais realizadas no Brasil.


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