Tarifa de ônibus em Rio Branco poderia chegar a R$ 8 sem subsídio, aponta prefeitura
Projeto de Lei que amplia repasse à Ricco Transporte gera debate na Câmara e divide opiniões entre vereadores e gestão municipal

A Câmara Municipal de Rio Branco deve votar nesta semana o Projeto de Lei (PL) que prevê o aumento do subsídio pago pela prefeitura ao sistema de transporte coletivo da capital.
A proposta eleva o valor repassado por passageiro de R$ 2,63 para R$ 3,63, medida defendida pelo Executivo como essencial para manter a tarifa em R$ 3,50 e evitar que o preço da passagem chegue a R$ 8,00.
O tema gerou intensos debates entre vereadores da base e da oposição. O vereador Fábio Araújo (MDB) criticou a tramitação acelerada do PL e a ausência de informações detalhadas, como o impacto orçamentário total.
Já Raimundo Neném (PL), embora mais conciliador, cobrou a conclusão da licitação para novas empresas, paralisada desde 2020, argumentando que o processo poderia reduzir a dependência de subsídios emergenciais.
Em artigo publicado no último domingo (14), o secretário Especial de Comunicação, Ailton Oliveira, afirmou que o subsídio é indispensável diante do aumento dos custos do setor, como o diesel, que mais que dobrou de preço desde 2021. Segundo ele, estudo técnico com base na tabela GEIPOT aponta que a tarifa técnica real em Rio Branco chega a R$ 7,79, valor que seria repassado integralmente ao usuário sem o aporte municipal.
O sistema atende cerca de 115 mil passageiros por dia com uma frota de 115 veículos, todos operados pela Ricco Transporte, única empresa em atividade desde 2020. A companhia alega prejuízos acumulados, agravados pela pandemia e pela alta nos combustíveis.
A votação do PL ocorre em meio a pressões por mais transparência e pela retomada da licitação, vista por vereadores como alternativa para ampliar a concorrência e melhorar o serviço prestado à população.














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