Suspeita de sequestro mobiliza PM na Cidade do Povo e termina com armas e drogas apreendidas
Uma denúncia de suposto sequestro mobilizou equipes da Polícia Militar por volta das 23h da última segunda-feira (16), no bairro Cidade do Povo, em Rio Branco. A informação repassada pelo COPOM indicava que quatro homens armados estariam mantendo uma pessoa em cárcere privado dentro de uma residência.

Diante da gravidade da ocorrência, guarnições se deslocaram rapidamente até o endereço informado. No local, os policiais foram recebidos por Raimundo W.A.S, que se apresentou como proprietário do imóvel e autorizou a entrada da equipe para averiguação.
Dentro da casa estavam Victor W.L.S, Elias C..O.N, Luiz H.S.C e Isabelle C.O.S. Todos foram submetidos à revista pessoal, mas inicialmente nada de ilícito foi encontrado. No entanto, o nervosismo excessivo dos presentes levantou suspeitas e motivou buscas no interior da residência.
Durante a varredura, os policiais localizaram, sob um sofá, duas escopetas — uma calibre 28 e outra calibre 36 — ambas municiadas com cartuchos intactos. Também foram apreendidos dois rádios comunicadores e duas balaclavas. Victor Willian assumiu ser o proprietário dos objetos.
No decorrer da ocorrência, Luiz H.S.C informou espontaneamente que, em sua residência próxima ao local, havia um carregador de pistola com quatro munições calibre .40 intactas e nove trouxinhas de cocaína, que segundo ele seriam destinadas à comercialização. A guarnição se deslocou até o imóvel indicado, onde, com autorização, localizou o material ilícito.
A atitude de Luiz H levantou suspeitas de que ele poderia ser a suposta vítima do cárcere privado. Questionado, ele negou estar sendo mantido contra a vontade e insistiu para ser conduzido à delegacia. Mesmo após tentativas de diálogo, manteve a mesma versão.
Diante dos fatos, Victor W.L.S recebeu voz de prisão por posse irregular de arma de fogo de uso permitido. Já Luiz Henrique Santos da Costa foi apreendido por atos infracionais análogos ao tráfico de drogas e posse irregular de acessório e munição de uso restrito.
Ambos foram encaminhados à Delegacia de Flagrantes (DEFLA), sem o uso de algemas e sem lesões aparentes, para os procedimentos cabíveis. A suposta situação de sequestro não foi confirmada durante a ocorrência.















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