Setor privado sem carteira lidera criação de empregos no Acre, aponta IBGE
Dados da PNAD Contínua do segundo trimestre de 2025 mostram crescimento da força de trabalho e expansão da informalidade no estado, com retração na indústria e na agricultura
O Acre registrou expansão da força de trabalho e do número de ocupados no segundo trimestre de 2025, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na última sexta-feira (15/8).

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) trimestral indicou crescimento de 5,4% na força de trabalho, passando de 332 mil pessoas em 2024 para 350 mil em 2025, e aumento de 5,2% no total de ocupados, de 308 mil para 324 mil.
Apesar da expansão, a informalidade permanece elevada, atingindo 46,6% dos vínculos de trabalho.
O emprego assalariado cresceu, especialmente no setor privado, puxado pelos trabalhadores sem carteira assinada, que avançaram 29,8%. Por outro lado, os empregos com carteira cresceram de forma mais modesta, 4,9%. O setor público manteve estabilidade no total de ocupados, embora tenha registrado crescimento de 80% nos empregados com carteira e queda de 10,4% entre militares e estatutários.
O recuo no setor produtivo primário e industrial também foi registrado. A indústria apresentou queda de 16% e a agricultura, 2,4%. Em contrapartida, o comércio (+14,5%), os serviços (+9,9%) e o trabalho doméstico (+15,8%) registraram crescimento, com destaque para a formalização no trabalho doméstico, que dobrou de 2 mil para 4 mil empregados com carteira assinada.
O número de empregadores permaneceu em 10 mil, mas houve queda de 14,3% entre os que possuem CNPJ e aumento de 33,3% entre os sem CNPJ, indicando expansão do empreendedorismo informal. Entre os trabalhadores por conta própria, o contingente caiu 4,1%, resultado da redução de 8,8% dos que atuam sem CNPJ e aumento de 80% dos que possuem CNPJ. Já os trabalhadores familiares auxiliares recuaram 25%, passando de 8 mil para 6 mil pessoas.
A taxa de desocupação no Acre recuou para 7,3% no segundo trimestre de 2025, ainda acima da média nacional, que chegou a 5,8% no mesmo período. A redução do contingente fora da força de trabalho, de 322 mil para 302 mil pessoas, indica maior participação da população no mercado, seja trabalhando ou buscando ocupação.
O cenário revela um mercado de trabalho mais dinâmico no estado, com expansão de empregos e maior engajamento da população, porém com persistente dependência do setor terciário e forte presença da informalidade.














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