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Setenta famílias são retiradas de comunidade rural durante reintegração de posse no Acre.

6 de dez. de 2023
2 min de leitura

Reintegração de posse no Seringal Porto Luiz, Comunidade Granadinha, zona rural de Acrelândia, interior do Acre, começou nesta terça-feira (5). Prefeitura de Acrelândia levou moradores para ginásio.


Na terça-feira (5), começou a operação de reintegração de posse no Seringal Porto Luiz, Comunidade Granadinha, zona rural de Acrelândia, interior do Acre. A ação contou com a presença de 180 policiais militares e oficiais de Justiça, que cumpriram o mandado judicial expedido pelo juiz substituto Guilherme Muniz de Freitas Miotto, da comarca de Acrelândia.



No local, havia 70 famílias, totalizando 167 pessoas, que viviam há pelo menos dois anos. A Secretaria de Acrelândia e o Estado de Assistência Social acompanharam a operação. Os moradores alegam que toda a área de aproximadamente 4.700 hectares de floresta nativa pertence à União. Em 2004, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) criou um projeto de assentamento no local, mas em 2021 o projeto foi desfeito sem justificativas.


O advogado dos moradores, Fabiano Passos, destacou o investimento feito pelos produtores nas plantações, tornando a área uma das mais produtivas do município. As famílias desejavam utilizar a terra para moradia e produção agrícola. A reportagem entrou em contato com o Incra e aguarda retorno.

Durante a operação, Evailda dos Santos, uma das produtoras que vivia no local com seu marido e cinco filhos, expressou desespero, pois não tem para onde ir. A Secretaria Estadual de Ação Social e Direitos Humanos recebeu um ofício da juíza solicitando assistência aos desabrigados por meio do programa de aluguel social.



A Secretaria de Ação Social de Acrelândia providenciou um ginásio para abrigar os móveis dos moradores, além de oferecer alimentação, transporte e acolhimento. A reintegração de posse só foi iniciada após acordo entre os posseiros e as forças de segurança para evitar a demolição das casas pelos funcionários dos fazendeiros que reivindicam a área. A comandante do 4º Batalhão da PM, tenente-coronel Eliana Maia, afirmou que a operação está sendo conduzida de forma pacífica e os próprios moradores se propuseram a desmontar as casas.

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