Servidores da maternidade são indiciados por homicídio culposo após morte de recém-nascido no Acre
por: Rose Lima
“Os exames apontam que a equipe falhou em prestar atendimento”, diz delegado responsável pelo caso.

Após as investigações, pelo menos dois servidores da Maternidade Bárbara Heliodora, que não tiveram os nomes revelados, foram indiciados por homicídio culposo — quando não há intenção de matar — no caso do bebê José Pedro, que quase foi enterrado vivo na capital acreana e morreu após um quadro grave de infecção que levou à falência múltipla dos órgãos, em outubro de 2025.
A informação foi divulgada na manhã desta terça-feira (27) pela Polícia Civil, após a conclusão do inquérito. Segundo laudos periciais do Instituto Médico Legal (IML), tanto o exame cadavérico quanto a análise de laudos e prontuários indicaram negligência e ausência de suporte especializado durante e após o parto.
De acordo com o delegado Alcino Júnior, responsável pelas investigações, os exames apontam que a equipe falhou em prestar atendimento nas primeiras horas do caso e que as 12 horas em que o bebê permaneceu dentro de um saco, no necrotério da maternidade, contribuíram para o óbito.
O caso ocorreu no dia 24 de outubro do ano passado, quando um recém-nascido com cinco meses de gestação foi dado como natimorto na Maternidade Bárbara Heliodora. No entanto, cerca de 12 horas após o nascimento, já no caixão, o bebê foi retirado do próprio velório no sábado (25), após familiares abrirem o caixão e perceberem que o menino chorava.
O recém-nascido, que chegou a passar cerca de 12 horas dentro de um saco, não resistiu ao estado crítico de prematuridade e morreu na noite do dia 26 de outubro, na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal.















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