Sem abono pelo segundo ano seguido, servidores de Rio Branco cobram promessa não cumprida da gestão Bocalom
Pelo segundo ano consecutivo, os servidores da Prefeitura de Rio Branco encerram o ano sem o tradicional abono de Natal. Após a suspensão do benefício em 2024, a ajuda financeira extra também não foi paga em 2025, frustrando expectativas e reacendendo críticas à gestão do prefeito Tião Bocalom (PL).

O anúncio da não concessão do abono em 2024 foi feito pelo próprio prefeito durante coletiva de imprensa no dia 5 de dezembro daquele ano. À época, Bocalom justificou a decisão alegando impedimento legal por se tratar de ano eleitoral, argumento previsto na legislação. No entanto, o discurso incluiu uma promessa direta aos servidores: o retorno do benefício em 2025 e 2026, por não serem anos eleitorais no município.

“Não pode. Mas para o ano que vem [2025] e 2026, devido a não serem anos eleitorais no município, podemos fazer como já fizemos em dois anos consecutivos”, afirmou o prefeito na ocasião.
Passando o ano de 2025, a promessa não se concretizou. O abono voltou a ficar fora da folha, sem anúncio prévio detalhado, sem apresentação pública de dados financeiros que justificassem a nova suspensão e sem diálogo amplo com as categorias.
A decisão pesa especialmente sobre servidores efetivos e temporários, que contavam com o valor como reforço financeiro no fim do ano. Em 2023, último ano em que o benefício foi pago, a prefeitura destinou R$ 7,1 milhões ao abono natalino, contemplando mais de 7,1 mil servidores. Naquele ano, funcionários efetivos receberam R$ 1 mil, enquanto servidores temporários tiveram um reajuste de 20% no valor do benefício.
Para muitos trabalhadores, a ausência do abono por dois anos seguidos representa não apenas uma perda financeira, mas também um sinal de desvalorização, especialmente diante do aumento do custo de vida e da sobrecarga de trabalho em setores essenciais.
A falta de cumprimento da promessa feita publicamente pelo prefeito em 2024 amplia o desgaste da administração municipal junto ao funcionalismo. Servidores e representantes sindicais avaliam que o discurso de reconhecimento não tem sido acompanhado por ações concretas.
Além disso, a ausência de explicações claras sobre a não concessão do abono em 2025 levanta questionamentos sobre prioridades orçamentárias, planejamento financeiro e transparência da gestão.
Enquanto isso, milhares de servidores de Rio Branco seguem encerrando mais um ano sem o benefício que, até pouco tempo atrás, era apresentado pela própria prefeitura como símbolo de valorização do funcionalismo municipal.















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