SAMU Uma história de AMOR e VIDA: Menino salvo pelo SAMU reencontra equipe que lutou pela sua vida
Nos bastidores do resgate: menino salvo pelo SAMU reencontra a equipe que transformou risco em vida
Um atendimento que começou como uma corrida contra o tempo e terminou em reencontro, emoção e gratidão. Essa é a história de Hendrick, que tinha apenas 3 anos quando sofreu um grave afogamento e foi socorrido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). Hoje, saudável e com quase 5 anos, o menino voltou para conhecer os profissionais que, mesmo sem saber quem ele era, dedicaram tudo para salvá-lo.

O caso aconteceu há cerca de dois anos, no início da noite, quando a central do SAMU recebeu o chamado informando que uma criança havia se afogado. A família não soube precisar por quanto tempo o menino ficou submerso. Diante da gravidade, uma ambulância de suporte avançado foi enviada imediatamente. Enquanto a equipe se deslocava, profissionais da base orientavam os familiares por telefone sobre as primeiras manobras de reanimação.

A resposta foi rápida. Em cerca de cinco minutos, a equipe chegou ao local e iniciou os procedimentos. O quadro era extremamente delicado e, apesar de o menino ter reagido à ressuscitação, as chances de sequelas eram consideradas altas. Ainda assim, os socorristas seguiram cada protocolo, unindo conhecimento técnico, experiência e, segundo eles próprios, muita fé.

“Foi uma corrida contra o tempo. A gente faz tudo o que está ao nosso alcance, mas também acredita que a mão de Deus está presente. Em casos como esse, somos instrumentos”, relatou a doutora Débora Gama, médica responsável pelo atendimento, emocionada ao relembrar a ocorrência.
Para quem atua no SAMU, situações envolvendo crianças costumam marcar ainda mais. “Quando a gente tem filhos ou netos, o impacto é maior. A gente se coloca no lugar da família e faz de tudo para chegar o mais rápido possível”, contou o condutor Otacílio da Ambulância de suporte Avançado SAMU.
A mãe de Hendrick descreveu aquele dia como um dos piores de sua vida. “Quando tiraram ele da piscina, parecia que eu tinha perdido meu filho. Foi horrível. Mas logo eu disse: Deus é maravilhoso e vai salvar meu filho”, relembrou. Segundo ela, os minutos até a chegada da ambulância pareceram uma eternidade.

Cerca de um tempo após o incidente, a família decidiu procurar o SAMU para agradecer. Foi nesse reencontro que Hendrick conheceu a ambulância onde entrou desacordado no dia do afogamento. Curioso e sorridente, ele explorou o veículo, apertou a sirene e mostrou seu entusiasmo, falando do seu super-herói favorito - Homem Aranha.
Por ser muito pequeno na época, Hendrick não guarda lembranças do ocorrido. Para os profissionais, isso é motivo de alívio. “O importante é ver ele aqui, bem, correndo, sorrindo. Isso não tem preço”, disse uma das socorristas.
O reencontro também teve um propósito maior: conscientizar a população sobre a importância do trabalho do SAMU. “As pessoas precisam entender a importância de dar passagem a uma ambulância no trânsito, de não passar trote. Cada minuto pode significar uma vida”.

Se o desfecho fosse outro, muitas histórias estariam marcadas pela dor: uma mãe em luto, uma irmã sem o irmão, profissionais carregando a frustração de não terem conseguido salvar uma criança. Em vez disso, ficou a prova de que preparo, agilidade e humanidade podem transformar um momento de desespero em uma história de vida.















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