Rússia lança maior ataque do ano e atinge grandes cidades da Ucrânia após pausa pedida por Trump
Bombardeios com mísseis e drones miram infraestrutura energética e deixam milhares sem aquecimento em pleno inverno.

A Rússia lançou nesta terça-feira (3) o maior ataque com mísseis e drones contra a Ucrânia em 2026, segundo autoridades ucranianas, atingindo grandes cidades e instalações energéticas em diversas regiões do país. A ofensiva ocorreu após o fim de uma pausa temporária nos ataques, que havia sido solicitada pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, conforme informou o Kremlin.
Equipes da CNN relataram fortes explosões em Kiev, enquanto autoridades confirmaram ataques em Dnipro, Kharkiv, Sumy e Odessa. Como consequência, milhares de pessoas ficaram sem aquecimento, em meio à queda acentuada das temperaturas.
Na semana passada, o presidente russo Vladimir Putin havia concordado em suspender ataques a grandes centros urbanos e à infraestrutura energética ucraniana até domingo (1º), após um “pedido pessoal” de Trump, segundo o governo russo.
A trégua também ocorreu após negociações trilaterais entre Rússia, Ucrânia e Estados Unidos, realizadas em Abu Dhabi, as primeiras desde o início da invasão russa, em fevereiro de 2022.
De acordo com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, o ataque desta terça envolveu 70 mísseis e cerca de 450 drones, tendo como alvo instalações energéticas em pelo menos seis regiões do país. Segundo levantamento da CNN, trata-se da maior ofensiva russa registrada neste ano.
“Aproveitar os dias mais frios do inverno para aterrorizar as pessoas é mais importante para a Rússia do que recorrer à diplomacia”, afirmou Zelensky em pronunciamento.
Cidades sem aquecimento e feridos
Em Kiev, quase 1.200 prédios residenciais em dois distritos ficaram sem aquecimento, informou o prefeito Vitaliy Klitschko. Um jardim de infância também foi danificado, segundo o chefe da administração militar da capital, Tymur Tkachenko, em publicação no Telegram.
O Serviço Estatal de Emergência da Ucrânia confirmou que ao menos três pessoas ficaram feridas nos ataques à capital.
No sul do país, em Odessa, mais de 50 mil pessoas ficaram sem energia elétrica, conforme a administração militar regional. Já em Kharkiv, a segunda maior cidade da Ucrânia, ataques contra a infraestrutura energética deixaram pelo menos 820 prédios altos sem aquecimento, segundo o prefeito Ihor Terekhov.
As autoridades ucranianas seguem avaliando os danos e alertam para o risco humanitário diante da continuidade dos ataques em meio ao rigor do inverno.














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