Rondônia realiza primeiro tratamento com polilaminina pelo SUS e planeja ampliar acesso
Procedimento foi realizado em Cacoal e pode abrir caminho para uma parceria com pesquisadores da UFRJ, mas a expansão da terapia depende de estudos e autorizações.

Rondônia realizou o primeiro tratamento com polilaminina em um paciente atendido pela rede pública de saúde. O procedimento ocorreu no Hospital Regional de Cacoal e representa um avanço para o estado na aproximação entre o Sistema Único de Saúde (SUS) e as pesquisas científicas sobre a recuperação de lesões na medula espinhal.
Após o procedimento, o governador Marcos Rocha anunciou a intenção de formalizar, no início de novembro, um convênio com o Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A iniciativa envolve pesquisas lideradas pela professora Tatiana Sampaio e busca ampliar as possibilidades de acesso à terapia para pacientes de Rondônia.
Parceria pretende aproximar pacientes da pesquisa científica
A proposta do governo estadual é fortalecer a cooperação com a universidade e criar condições para avaliar a aplicação da polilaminina em outros pacientes da rede pública.
A parceria também pretende aproximar os profissionais de saúde das pesquisas desenvolvidas pela UFRJ, contribuindo para a análise das possibilidades de utilização da substância no tratamento de lesões neurológicas.
No entanto, a ampliação do atendimento dependerá da definição de protocolos clínicos, dos critérios para selecionar os pacientes e das autorizações necessárias para a aplicação da terapia.
O que é a polilaminina?
A polilaminina é uma substância experimental estudada por seu potencial de estimular a regeneração dos nervos, especialmente em pessoas que sofreram lesões na medula espinhal.
A pesquisa busca compreender se a substância pode contribuir para a recuperação de funções neurológicas afetadas por esse tipo de lesão. Apesar dos resultados que motivam os estudos, ainda é necessário estabelecer sua eficácia e segurança por meio de pesquisas clínicas.
Por se tratar de uma terapia experimental, a aplicação depende das exigências científicas e regulatórias pertinentes. Portanto, o procedimento realizado em Rondônia não significa que o tratamento já esteja amplamente disponível pelo SUS.
A expectativa do governo estadual é avançar na cooperação com a UFRJ e avaliar as condições para ampliar o acesso de pacientes à terapia, respeitando as etapas necessárias para garantir a segurança e a avaliação adequada do tratamento.














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