#ROMBO NA EDUCAÇÃO: PL quer CPI da Educação após CGU apontar distorções de R$ 4 bilhões no MEC
O Partido Liberal (PL) iniciou uma ofensiva no Congresso para instalar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Educação, após a Controladoria-Geral da União (CGU) revelar distorções de R$ 4,3 bilhões nas contas do Ministério da Educação (MEC). O deputado federal Hélio Lopes (PL-RJ) encabeça o recolhimento de assinaturas e acusa o governo de negligência diante de possíveis esquemas de superfaturamento e uso de empresas fantasmas em licitações bilionárias.
O caso veio à tona nesta terça-feira (16), em Brasília, após a divulgação de auditoria da CGU. Segundo o relatório, houve diferença de R$ 3,3 bilhões entre o valor de bens móveis registrado no Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi) e o controle interno de universidades e institutos federais.

O documento também aponta vínculos familiares entre vencedores de licitações, alertas ignorados pelo MEC e pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), além de indícios de sobrepreço na compra de móveis. A CGU ainda alertou para riscos na execução do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), que podem comprometer novas garantias caso o modelo atual não seja corrigido.
O líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), reforçou o pedido de investigação, afirmando que a apuração é “inadiável” e que a educação pública sofre com falta de merenda, carteiras e infraestrutura básica, enquanto bilhões de reais apresentam inconsistências. O Ministério da Educação, chefiado por Camilo Santana, ainda não se manifestou oficialmente sobre o caso. A expectativa é que o requerimento da CPI seja protocolado nos próximos dias, dependendo da adesão de ao menos 171 parlamentares.















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