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Rio de Janeiro continua com solturas de mosquitos infectados para combater a dengue

2 de abr. de 2024
2 min de leitura

O Rio de Janeiro prossegue com seu esforço para conter a propagação da dengue e outras arboviroses, como zika e chikungunya, através de um método inovador. Nesta terça-feira (2), a cidade iniciou uma nova etapa de solturas de mosquitos Aedes aegypti infectados com a bactéria Wolbachia, conhecidos como "wolbitos".



Essa estratégia, que visa reduzir a população do vetor dessas doenças, está sendo implementada em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde. O bairro do Caju foi o primeiro a receber essa iniciativa, seguido pelo Centro e pela Ilha de Paquetá, programados para a próxima semana. Está prevista a realização dessas solturas em três áreas ao longo de 20 semanas.


Os mosquitos contaminados com Wolbachia são liberados no ambiente, onde as fêmeas, ao se acasalarem com mosquitos sem a bactéria, geram descendentes já infectados. Essa estratégia visa reduzir a capacidade de transmissão das doenças, uma vez que os mosquitos com Wolbachia não conseguem transmitir os vírus.



Diogo Chalegre, líder de Relações Institucionais do World Mosquito Programa (WMP) no Brasil, expressou otimismo em relação aos resultados esperados: "Espera-se primeiro estabelecer essa população de mosquitos nessas três áreas. Quem sabe, ano que vem, a gente consiga avaliar já uma redução na transmissão de casos dessas doenças".


O método Wolbachia já demonstrou resultados promissores em outras localidades. Em Niterói, por exemplo, houve uma redução média de 38% nos casos de dengue nos 29 bairros onde a técnica foi aplicada. Agora, o Rio de Janeiro busca replicar esse sucesso em suas áreas afetadas.


Com o suporte do Ministério da Saúde e em colaboração com instituições como a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o WMP está expandindo sua capacidade de produção. Uma nova biofábrica em construção em Curitiba pretende aumentar a produção para 400 milhões de ovos de mosquitos por mês até 2025, beneficiando até 70 milhões de pessoas nos próximos dez anos.

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