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Rio Branco tem menor investimento em saneamento básico por habitante entre capitais do país, aponta estudo

21 de ago. de 2025
2 min de leitura

Com R$ 8,10 por pessoa nos últimos cinco anos, capital acreana também registra índice de perdas de água acima de 56%


Rio Branco foi a capital brasileira com menor investimento em saneamento básico por habitante nos últimos cinco anos, segundo levantamento da organização Trata Brasil, com base nos dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS).

foto reprodução
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O valor aplicado foi de R$ 8,10 por pessoa, colocando o município na última posição entre os 100 avaliados.

A média nacional registrada no estudo foi de R$ 132,71 por habitante. A cidade de Praia Grande (SP) liderou o ranking, com R$ 616,34 investidos per capita no período analisado. O levantamento considera recursos aplicados tanto por prestadores de serviços quanto por estados e municípios.


Perdas na distribuição de água


Além do baixo nível de investimentos, Rio Branco também aparece entre os piores desempenhos no índice de perdas na distribuição de água. A capital ocupa a 96ª posição, com taxa de 56,06%, o que significa que mais da metade da água tratada não chega às residências.


Do total de municípios analisados, 32 registraram perdas inferiores a 30%. Apenas dois superaram 60%. O melhor resultado foi o de Suzano (SP), que apresentou índice de 0,88% de perdas na distribuição.

Situação na Região Norte


Outras capitais da Região Norte também figuram entre os piores índices do levantamento. Macapá (AP), Belém (PA) e Porto Velho (RO) aparecem entre os dez últimos colocados tanto em perdas na distribuição quanto no ranking geral de saneamento.


Meta nacional


O Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab) estima que seriam necessários R$ 223,82 por habitante para garantir avanços satisfatórios no setor. O valor registrado em Rio Branco está muito abaixo da meta, o que evidencia a defasagem dos investimentos.


Segundo o estudo, a nota final de cada município não depende apenas do montante investido, mas também da universalização do abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto, além do controle de perdas no sistema.

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