Rio Branco inicia implantação de novo exame para rastreamento do câncer do colo do útero
- Renalice Silva

- há 1 minuto
- 2 min de leitura
Teste molecular identifica HPV oncogênico antes do surgimento de lesões e começa a ser oferecido em unidade-piloto da rede municipal.

A Prefeitura de Rio Branco iniciou nesta semana a implantação do teste molecular para detecção do DNA do HPV oncogênico, utilizado no rastreamento do câncer do colo do útero. O exame começou a ser realizado na Unidade de Referência de Atenção Primária (URAP) Augusto Hidalgo de Lima, escolhida como unidade-piloto da primeira etapa.
A nova tecnologia permite identificar a presença de tipos de HPV associados ao desenvolvimento do câncer antes mesmo do aparecimento de lesões no colo do útero. A expectativa da Secretaria Municipal de Saúde é ampliar gradualmente o serviço para outras unidades da rede.

Após a fase inicial na URAP Augusto Hidalgo, a previsão é que o exame também seja disponibilizado na Unidade de Saúde da Família (USF) Manoel Alves Bezerra e, posteriormente, nas demais unidades municipais.
Nesta primeira etapa, o público priorizado é formado por pessoas com colo do útero entre 30 e 49 anos que nunca realizaram o rastreamento ou que estão há mais de 36 meses sem fazer o exame.
As equipes da unidade-piloto estão realizando busca ativa para identificar e convocar pessoas que atendam aos critérios definidos pela Secretaria Municipal de Saúde.
Segundo estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA), Rio Branco deve registrar 60 novos casos de câncer do colo do útero em 2026. Para todo o Acre, a projeção é de 90 casos.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, uma das mudanças proporcionadas pelo novo método está na possibilidade de detectar o HPV de alto risco antes que alterações sejam identificadas no colo do útero. Em caso de resultado negativo, o protocolo prevê que o próximo rastreamento seja realizado após cinco anos.
A enfermeira Carla Costa afirmou que a implantação representa uma mudança na estratégia de prevenção adotada pela rede municipal. Segundo ela, o método anterior tinha como foco a identificação de lesões já existentes, enquanto o teste molecular permite detectar a presença do vírus previamente.
Entre as primeiras pessoas submetidas ao novo exame está Maria Raimunda Pereira, de 43 anos, que teve câncer do colo do útero em 2017 e passou por tratamento. Ela voltou a realizar o acompanhamento e teve acesso ao teste molecular gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
A implantação está sendo feita de forma gradual para que a Secretaria Municipal de Saúde possa acompanhar os procedimentos de atendimento, coleta, processamento das amostras e logística. Após a avaliação da primeira fase, o serviço deverá ser ampliado para outras unidades da rede municipal.










Comentários