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Rio Branco amarga um dos piores saneamentos do país com investimento abaixo do mínimo

Capital acreana aplica apenas R$ 8,99 por morador e fica entre as cidades mais críticas do Brasil em acesso à água e esgoto

foto reprodução
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Rio Branco aparece entre os municípios com pior desempenho em saneamento básico no Brasil, segundo o Ranking do Saneamento 2026, divulgado pelo Instituto Trata Brasil em parceria com a GO Associados. O levantamento utiliza dados de 2024 do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico.

A capital acreana registrou o menor investimento por habitante entre os 100 municípios mais populosos avaliados no estudo. Foram apenas R$ 8,99 aplicados por morador ao longo de 2024, valor que representa menos de 4% do mínimo considerado necessário pelo Plano Nacional de Saneamento Básico para garantir acesso universal à água e esgoto até 2033. A meta nacional prevê investimento de R$ 225 por habitante.


No ranking geral, Rio Branco está entre os 20 piores municípios do país, ao lado de cidades como Santarém, Porto Velho, Várzea Grande e Parauapebas.


Entre as capitais brasileiras, Rio Branco também integra o grupo com os piores índices de saneamento, ao lado de Maceió, Manaus, São Luís, Belém, Macapá e Porto Velho.


O estudo mostra que existe relação direta entre investimento e qualidade dos serviços. Nas 20 cidades mais bem avaliadas do país, o investimento médio entre 2020 e 2024 foi de R$ 176,17 por habitante. Já nos 20 municípios com pior desempenho, a média caiu para R$ 77,58. Rio Branco ficou abaixo até desse grupo.


Os reflexos aparecem nos índices de cobertura. Enquanto os municípios líderes alcançam mais de 98% de coleta de esgoto, as cidades com piores resultados atingem pouco mais de 28%. O mesmo cenário se repete no tratamento de esgoto.


O relatório aponta ainda que mais de 30 milhões de brasileiros continuam sem acesso à água potável e cerca de 90 milhões vivem sem coleta de esgoto. Segundo o estudo, a falta de saneamento afeta diretamente a saúde pública, reduz a produtividade econômica e compromete a qualidade de vida da população, principalmente nas regiões Norte e Nordeste.

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