Responsável pelo "X" no Brasil renuncia em meio a ameaças e decisões do STF
Diego de Lima Gualda, advogado e cientista político de 40 anos, renunciou ao cargo de administrador do braço brasileiro do "X" (antigo Twitter) em meio a um turbilhão de ameaças por parte de Elon Musk, proprietário da plataforma, e decisões judiciais do Supremo Tribunal Federal (STF).

O pedido de renúncia de Gualda foi registrado na quarta-feira (10) na Junta Comercial do Estado de São Paulo (Jucesp), onde ele deixou as funções de administrador e representante da empresa, sem indicação de um sucessor até o momento.
A controvérsia teve início quando o ministro do STF, Alexandre de Moraes, negou um pedido do "X" no Brasil para que a responsabilidade por eventuais descumprimentos de ordens judiciais fosse atribuída à sede internacional da empresa. Moraes afirmou que a empresa deveria cumprir as determinações judiciais brasileiras, e as consequências recairiam sobre seus administradores no Brasil.

Diego de Lima Gualda, que assumiu o cargo em agosto passado, foi mencionado na decisão do ministro do STF em dois trechos como procurador das empresas que compõem a sociedade limitada Twitter Brasil, hoje conhecido como "X" Brasil.
Recentemente, Gualda foi alvo de atenção devido à divulgação do "Twitter Files - Brazil" pelo jornalista e ativista Michael Shellenberger. Esse conjunto de postagens no "X" apresenta críticas ao ministro Moraes, incluindo supostos emails de funcionários da plataforma discutindo demandas de autoridades brasileiras.

As tensões se intensificaram quando Elon Musk ameaçou reabrir perfis bloqueados por ordem judicial, levando Moraes a incluí-lo no inquérito das milícias digitais e a ordenar que o "X" se abstivesse de reativar tais perfis, sob pena de multa diária e responsabilidade dos representantes legais da empresa no Brasil.















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