Renegociação de dívidas termina na segunda-feira; veja quem pode participar
- Renalice Silva

- 29 de ago.
- 2 min de leitura
Programa permite descontos e condições especiais para consumidores que atendem aos critérios de renda e possuem dívidas elegíveis

Consumidores que pretendem renegociar dívidas pelo Novo Desenrola Brasil têm até a próxima segunda-feira (31) para formalizar o acordo. O programa do governo federal atende pessoas físicas com renda mensal de até cinco salários mínimos, equivalente atualmente a R$ 8.105, e contempla determinados débitos bancários contratados até 31 de janeiro de 2026.
O prazo, que inicialmente terminaria em 2 de agosto, foi prorrogado até o fim deste mês. Até o momento, não há previsão de uma nova extensão.
A modalidade Desenrola Famílias já renegociou cerca de 5,03 milhões de dívidas até o início da última semana de agosto. Os débitos somavam aproximadamente R$ 26,33 bilhões antes dos acordos e foram reduzidos para cerca de R$ 5,27 bilhões.
Quem pode participar
Podem participar pessoas físicas que tenham renda mensal de até cinco salários mínimos e possuam dívidas que atendam às regras do programa.
Os débitos precisam:
• Ter sido contratados até 31 de janeiro de 2026;• Estar atrasados entre 91 dias e dois anos;• Estar registrados em uma instituição financeira participante.
A análise é feita pela própria instituição financeira, que verifica se o consumidor e a dívida se enquadram nas condições estabelecidas.
Quais dívidas podem ser renegociadas?
Entre os débitos que podem participar estão:
• Cartão de crédito rotativo ou parcelado;• Cheque especial;• Crédito pessoal sem consignação;• Empréstimos utilizados para quitar ou reunir outras dívidas.
A participação, porém, depende da adesão do banco ou financeira responsável pelo débito.
Descontos podem chegar a 90%
O percentual de abatimento varia de acordo com o tipo da dívida e o período de atraso. Para débitos do cartão de crédito rotativo e do cheque especial, o desconto pode chegar a 90%.
No caso de outras modalidades de crédito, como crédito direto ao consumidor e parcelamento do cartão, os abatimentos podem chegar a 80%.
O percentual não é igual para todos os consumidores. A instituição financeira deverá informar o desconto disponível no momento da negociação.
Como renegociar
Não existe uma plataforma única do governo para fazer o acordo. O consumidor deve procurar diretamente o banco ou financeira onde a dívida está registrada.
A negociação pode ser realizada pelos canais oferecidos pela instituição, como aplicativo, internet banking, site, telefone, WhatsApp ou atendimento presencial.
Importante: o prazo de 31 de agosto é para a formalização do acordo. Por isso, quem pretende participar deve procurar o banco o quanto antes para que haja tempo de análise e conclusão da negociação.
Antes de aceitar a proposta, é recomendado conferir o valor total da dívida, taxa de juros, quantidade de parcelas e o valor final que será pago.
FGTS pode ajudar no pagamento
O programa também permite, dentro das regras estabelecidas, o uso de recursos do FGTS para amortizar ou quitar a dívida renegociada.
Podem ser utilizados recursos de contas ativas ou inativas, respeitando os limites previstos no programa e mediante autorização do trabalhador.
Banco pode recusar?
Sim. A adesão das instituições financeiras ao programa é voluntária. Dessa forma, mesmo que o consumidor esteja dentro dos critérios, a renegociação pelo Novo Desenrola dependerá da participação do banco responsável pela dívida.
Quem pretende aproveitar as condições do programa deve procurar a instituição financeira antes do encerramento do prazo.










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