Ranking de transparência expõe desafios do Acre na gestão pública
Estado ficou com nota “regular” em avaliação da Transparência Internacional e aparece entre os últimos colocados no país

O Acre foi classificado com desempenho “regular” no Índice de Transparência de Governança Pública, elaborado pela ONG Transparência Internacional.
O levantamento, divulgado nesta semana, avaliou os 27 entes federados a partir de 106 critérios, distribuídos em oito áreas, incluindo plataformas digitais, transparência orçamentária e participação social.
Apesar de ter sido um dos três estados — junto com Minas Gerais e o Distrito Federal — a divulgar integralmente as informações sobre as emendas parlamentares, o Acre somou 50,3 pontos, ficando em 25º lugar no ranking nacional.
Segundo a ONG, a publicação de dados isoladamente não é suficiente para assegurar transparência plena, sendo necessário que as informações estejam acessíveis, organizadas e compreensíveis à população.
O levantamento também destacou a importância da transparência como um processo contínuo, ligado à educação e à formação cidadã. Especialistas alertam que a simples divulgação de tabelas e planilhas não garante o controle social das ações públicas.
O debate ganha força diante de novas regras que entrarão em vigor a partir de 1º de janeiro de 2026, quando estados, municípios e o Distrito Federal deverão seguir normas mais rígidas para a execução de emendas parlamentares, conforme decisões do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida busca aumentar o controle e a fiscalização sobre o uso de recursos públicos.
Em paralelo, a Transparência Internacional, a Transparência Brasil e a Contas Abertas solicitaram ao Supremo Tribunal Federal a abertura de um inquérito para apurar o suposto uso irregular de máquinas adquiridas por meio de emendas parlamentares no Acre.














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