#RACHOU GERAL: Escândalos de rachadinha enfraquecem Motta, que apoia diretamente governo Lula em projeto de censura nas redes
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), tenta se firmar como aliado de primeira hora do governo Lula em votações cruciais, como o PL da Adultização, que dá ao Executivo instrumentos para regular e censurar conteúdos em redes sociais. Mas os recentes escândalos de rachadinha e funcionários fantasmas em seu gabinete vêm minando sua autoridade política e abrindo espaço para ataques da oposição.

Apoio a medidas de censura
Motta comandou, de forma polêmica, a aprovação da urgência do PL da Adultização, que autoriza a remoção imediata de conteúdos digitais considerados nocivos a crianças, sem decisão judicial, e cria uma autoridade nacional reguladora. Para críticos, trata-se de um “PL da Mordaça”, que abre caminho para que o governo Lula controle o fluxo de informações e discursos nas redes sociais.
O presidente da Câmara também articulou a urgência de outro projeto que prevê punições duras a deputados que obstruam votações ou utilizem palavras consideradas ofensivas no plenário. Pela proposta, parlamentares poderão ser suspensos por até seis meses.
Críticas da oposição
A estratégia de Motta não passou sem reação. O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) ironizou as falas do presidente da Câmara, afirmando que “o que realmente desmoraliza o Congresso não é obstrução parlamentar, mas as rachadinhas e esquemas em gabinetes de quem deveria dar exemplo”.
“Rachadinha faz a imagem desse Congresso ficar manchada”, disse Nikolas, em referência às denúncias de que assessores de Motta sacavam salários e repassavam parte dos valores ao chefe.
Rachadinha, caseiro e fantasmas
O nome de Motta tem aparecido em sucessivas reportagens sobre uso irregular de verbas públicas:
Uma ex-chefe de gabinete foi flagrada movimentando salários de servidores e ex-servidores, indício clássico de rachadinha.
Reportagem da Folha revelou que Motta mantém no gabinete o caseiro de sua fazenda, contratado como assessor parlamentar com salário de R$ 7.200.
Três funcionárias fantasmas também foram apontadas: uma fisioterapeuta, uma assistente social e uma estudante de medicina, todas sem dedicação efetiva às funções do cargo.
Questionado, Motta não respondeu diretamente às acusações, limitando-se a dizer que “preza pelo cumprimento rigoroso das regras da Câmara”.
Governo Lula e blindagem política
Apesar das denúncias, Motta tem reforçado laços com o Planalto. O apoio à aprovação acelerada do PL da Adultização é visto como moeda de troca: em troca da fidelidade ao governo, ganha blindagem política contra investigações mais profundas.
A oposição acusa Lula de se aproveitar da fragilidade de Motta para avançar em medidas de censura, usando a pauta da proteção infantil como justificativa. “Não é sobre proteger crianças, é sobre calar críticos e controlar as redes”, disparou a deputada Júlia Zanatta (PL-SC).
Clima tenso para votação
A votação do mérito do PL da Adultização, prevista para esta quarta-feira (20), promete ser marcada por fortes embates. Enquanto o governo e Motta defendem a aprovação como “avanço civilizatório”, opositores enxergam a consolidação de um sistema de censura patrocinado pelo Executivo, liderado por um presidente da Câmara enfraquecido por denúncias de corrupção.















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