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Quatro policiais mortos em megaoperação no Rio são identificados; ação é a mais letal da história do estado

30 de out. de 2025
2 min de leitura

Sargentos do Bope e agentes da Polícia Civil morreram em confronto durante ofensiva contra facção criminosa na Penha; número de mortos passa de 130, segundo o Ministério Público

Foto: Ilustrativa/Reprodução Internet
Foto: Ilustrativa/Reprodução Internet
As autoridades do Rio de Janeiro confirmaram a identidade dos quatro policiais mortos durante a megaoperação realizada na Vila Cruzeiro, Zona Norte do Rio, considerada a mais letal da história do estado.

A ação, deflagrada na terça-feira (29), tinha como objetivo prender lideranças do Comando Vermelho e conter a expansão territorial da facção.


Segundo o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), ao menos 132 pessoas morreram durante os confrontos, incluindo os quatro agentes de segurança. Os policiais chegaram a ser socorridos e encaminhados ao Hospital Estadual Getúlio Vargas, mas não resistiram aos ferimentos.


Os dois policiais militares mortos pertenciam ao Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope). O 3º sargento Cleiton Serafim Gonçalves, de 42 anos, integrava a corporação desde 2008 e deixa esposa e uma filha. Já o 3º sargento Heber Carvalho da Fonseca, de 39 anos, estava na Polícia Militar desde 2011, era casado e pai de dois filhos e um enteado.


Pela Polícia Civil, morreram o comissário Marcus Vinícius, de 51 anos, conhecido como Máskara, chefe da 53ª Delegacia Policial (Mesquita), e o inspetor Rodrigo Cabral, de 34 anos, lotado na 39ª DP (Pavuna). Cabral havia ingressado na corporação há apenas dois meses e foi atingido na nuca durante o confronto. Ele deixa esposa e uma filha.


O velório de Rodrigo Cabral ocorreu na tarde de quarta-feira (30), na capela 7 do Cemitério Memorial do Rio, em Cordovil, com sepultamento às 16h. O comissário Marcus Vinícius foi velado pela manhã, na capela C do Cemitério da Cacuia, na Ilha do Governador, e sepultado às 13h30.


Em nota, as forças de segurança lamentaram as mortes e destacaram o compromisso dos agentes com o serviço público. O governo estadual reiterou que a operação tinha como foco combater a estrutura armada do tráfico de drogas na região.

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