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Projeções apontam segundo turno entre candidatos de direita nas eleições da Bolívia

18 de ago. de 2025
2 min de leitura

Rodrigo Paz Pereira lidera votação seguido por Jorge “Tuto” Quiroga; disputa marca fim de duas décadas de governos de esquerda

foto reprodução
foto reprodução

As eleições presidenciais realizadas neste domingo (17) na Bolívia indicam que dois candidatos da direita devem disputar o segundo turno, previsto para 19 de outubro, segundo projeções dos institutos Ipsos e Captura.


O cenário representa o fim de cerca de 20 anos de hegemonia de governos de esquerda no país.


O senador de centro-direita Rodrigo Paz Pereira aparece na liderança, com 31,3% a 31,6% dos votos, conforme os levantamentos. Em segundo lugar está o ex-presidente Jorge “Tuto” Quiroga, da Aliança Livre, com 27,1% a 27,3%.

O empresário Samuel Doria Medina, que ocupava a terceira colocação, reconheceu a derrota e declarou apoio a Rodrigo Paz. “Ao longo da campanha, disse que, se não chegasse à segunda volta, apoiaria quem ficasse em primeiro lugar, desde que não fosse o MAS. Esse candidato é Rodrigo Paz e mantenho a minha palavra”, afirmou.


Rodrigo Paz, de 57 anos, tornou-se a surpresa do processo eleitoral, após iniciar a corrida nas últimas posições das pesquisas e terminar o primeiro turno como o mais votado. Ele disputará a segunda etapa contra Quiroga, que superou Doria Medina na reta final da campanha.


Além da escolha para presidente e vice, os 12 milhões de bolivianos foram às urnas para eleger senadores e deputados. Dez candidatos foram habilitados, mas apenas oito concorreram, incluindo Eduardo del Castillo, pelo Movimento ao Socialismo (MAS), apoiado pelo atual presidente Luis Arce.


A esquerda boliviana chega a este pleito em meio a uma crise. Arce decidiu não buscar a reeleição e Evo Morales, que deixou o MAS, teve sua candidatura barrada após o Tribunal Supremo Eleitoral anular o registro do partido PAN-BOL por descumprimento da lei.


Em maio, o Tribunal Constitucional também decidiu que Morales não poderia tentar um quarto mandato, gerando protestos violentos em junho, que resultaram em ao menos seis mortes.

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